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A Purely Personal Entity
Explicit X
February 02, 2012 04:26 PM PST

You know lalita mármika dance used during kiirtana is a purely spiritual dance, and kaośikii is a psycho-spiritual dance – it starts on the psychic level and culminates on the spiritual level. And táńd́ava is physico-psycho-spiritual. In lalita mármika, the position of the arms is above ninety degrees. This denotes that (it is a mudrá – in Sanskrit it is called a mudrá) – this mudrá means, “O Supreme Creator, Thou art mine and I am Yours. I am Thine.” Now everywhere in the world you will see one entity is in the possessive case and another is owned by that person or that entity. That is, each and every object has a certain entitative relationship with others. And what's the entitative relationship with the Supreme Creator? The Supreme Creator belongs to one and all and the created beings all belong to the Supreme Entity. This is the philosophical interpretation. Even in the field of occult science it is the [[only]] interpretation. But for a devotee, the interpretation is not like that. Amongst devotees there are three clear categories. One category, call it “third-grade,” says, “O Lord, You belong to everybody – You belong to one and all – and because I am also included within the scope of ‘all’, You belong to me also.” And the second-grade devotee will say, “No, no, no. That is not the correct psychic approach. You belong to me, and because You belong to me You belong to all. That is, the first thing is that You belong to me. And the second thing, because You belong to me, is that You belong to others also.” And the first-grade devotee says, “No, no, no, that's not the correct approach. You belong to me and You belong to me only and not to others. The relationship is purely personal. I don't know any philosophy, I don't know any occult science. I know that You are mine and I am Yours. In this realm of relationship I do not allow any third person to come. The relationship is purely mutual. I will share anything and everything with others; but You are one hundred percent mine.” I hope you boys and you girls belong to the first grade of devotees. That is, the relationship is a personal one. And regarding this personal relationship there are some other important aspects of philosophy. Now, in pure philosophy, Parama Puruśa is an impersonal entity. In occult science He is a blending of personal and impersonal entities. Just now I said that in philosophy Parama Puruśa is an impersonal Entity. He is the Nucleus of this Cosmic order. That Nucleus is certainly not a personal entity. Because He is above the scope of all mundane explanations. So He is certainly an impersonal entity. And in the realm of spiritual cult, He is a blending of personal and impersonal entities. That is, while approaching Him, while accepting Him as the only object of adoration, He is looked upon as a personal entity. But when His entitative existence is accepted not as the object of adoration but as the source of creation, in that case He is an impersonal entity. That's why I said that in the cult of spirituality He is a blending of personal and impersonal entities. But in the realm of devotion He is purely a personal Entity. He is mine, He is my Father, He is my closest relative. He is my bigger self. He is not a second entity; that is, the relationship is purely a personal one. There cannot be any love with an impersonal entity. One cannot be in love with an impersonal entity. Love requires a personal entity. Now as the relationship is a personal one, and as the entity of Parama Puruśa is purely a personal one in the field of divinity or in the field of devotion, the interpretation of the creation also varies from [[that of]] philosophy or that of occult spirituality. Ask a philosopher why this Universe was created, for what Parama Puruśa created this Universe. He will not be able to satisfy you with His reply. He will say “Perhaps this was His idea,” or “Perhaps that was His idea,” “Perhaps this was the motive,” “Perhaps that was the motive;” but the reply is vague. Not to the point, never to the point. Ask an adherent of the actional cult. He will not be able to satisfy you with his reply. He will say, “There are so many flows of expression. This Universe is a [[mesh]] of waves of different lengths, of different sounds, of different colours.” But these replies will not satisfy a spiritual aspirant. The spiritual aspirant, or the devotee, will say the reply is very simple – “Before the creation, my Supreme Father was alone in this Universe. There was nothing, and for want of the quinquelemental factors, there was nothing to see, nothing to do. He was alone. Suppose you are alone in a particular village or in a particular house. What will be your position? What will be your mental condition? You will be just like – what? An insane person, a madman. So in this vast Cosmos my Father was alone. Just try to feel what His condition was, what His mental condition was. So just to save Himself from the monotony of singularity, He created this Universe. Just to play with His children. This is the only reason. I know no other philosophy.” This will be the reply of the devotee. Sá vá eśa tadá drśt́á na pashya drshya mekarát́ Me ne santamivátmánaḿ supta shaktirasupta dik. [Parama Puruśa had the power of observation. He had the hearing capacity and the power to speak. But there was no jiiva to observe. There was no need to ascertain the fundamentals of truth because there was no second entity, there was nobody except Him. There was nobody to converse with.] And this creation, what is it? It is nothing but different portions of His Divine body. And that's why I said that there is no sinner in this world. All are his loving children. You boys, you girls – forget your past and start your life afresh with this subtlest and noblest idea – that you are inseparable particles of that Supreme Entity, of that Parama Puruśa.

P.R. SARKAR - 11 May 1979 evening, Fiesch, Switzerland Published in: Ánanda Vacanámrtam Part 12 Bábá in Fiesch

Uma entidade puramente pessoal

Você sabe a dança lalita marmika usada durante kiirtana é uma dança puramente espiritual, e kaosikii é uma dança psico-espiritual - começa no nível psíquico e culmina no nível espiritual. E tandava é físico-psico-espiritual. Em lalita marmika, a posição dos braços fica noventa graus acima. Isto denota que é um mudra (em sânscrito é chamado de mudra). Este mudra significa - "Oh Supremo Criador, Tu és meu e eu sou Teu. Eu sou Teu! ". Agora, em qualquer lugar do mundo você vai ver uma entidade que, no caso possessivo, é de outro, é de propriedade daquela pessoa ou daquela entidade. Ou seja, cada objeto tem uma certa relação entitativa com os outros. E o que é a relação entitativa com o Supremo Criador? O Supremo Criador pertence a cada um e à todos os seres criados e todos pertencem à Entidade Suprema. Esta é a interpretação filosófica. Mesmo no campo da ciência oculta é a penas uma interpretação. Mas, para um devoto, a interpretação não é assim. Entre os devotos existem três claras categorias. Uma categoria, a chamam de "terceiro grau", diz - "Ó Senhor, Você pertence a todos. Você pertence a todos e cada um, e porque eu também estou incluída no âmbito do “todos”, Você também pertence a mim." E o devoto de segundo grau diz - "Não, não, não. Esta não é a abordagem psíquica correta. Você pertence a mim, e porque você pertence a mim Você pertence a todos. Ou seja, a primeira coisa é que você pertence a mim. E a segunda coisa, porque você pertence a mim, é que Você pertence a outros também." E o devoto de primeiro grau diz - " Não, não, não, esta não é a abordagem correta. Você pertence a mim e você pertence somente a mim e não aos outros. A relação é puramente pessoal. Eu não sei qualquer filosofia, eu não conheço nenhuma ciência oculta. Eu sei que Você é meu e eu sou Teu. Neste modo de relacionamento eu não permito que qualquer terceira pessoa possa existir. A relação é puramente mútua. Vou compartilhar tudo e qualquer coisa com os outros, mas Você é cem por cento meu". Espero que os rapazes e moças pertençam ao primeiro grau de devotos. Isto é, a relação é pessoal. E em relação a este relacionamento pessoal, há alguns outros aspectos importantes da filosofia. Agora, na filosofia pura, Parama Purusa é uma entidade impessoal. Na ciência oculta Ele é uma mistura de entidades pessoais e impessoais. Só agora eu disse que na filosofia Parama Purusa é uma entidade impessoal. Ele é o Núcleo de esta ordem cósmica. Núcleo que certamente não é uma entidade pessoal. Porque Ele está acima do alcance de todas as explicações mundanas. Por isso Ele é, certamente, uma entidade impessoal. E na esfera do culto espiritual, Ele é uma mistura de entidades pessoais e impessoais. Isto é, quando se aproxima dele, enquanto aceitá-Lo como o único objeto de adoração, Ele é percebido como uma entidade pessoal. Mas quando sua existência entitativa é aceita não como objeto de adoração, mas como a fonte da criação, nesse caso, Ele é uma entidade impessoal. É por isso que eu disse que no culto da espiritualidade Ele é uma mistura de entidades pessoais e impessoais. Mas no reino de devoção Ele é puramente uma entidade pessoal. Ele é meu, Ele é meu Pai, Ele é meu parente mais próximo. Ele é o meu Eu maior. Ele não é uma segunda entidade, isto é, a relação é puramente uma questão pessoal. Não pode haver nenhum amor com uma entidade impessoal. Não se pode estar apaixonado por uma entidade impessoal. O amor requer uma entidade pessoal. Agora... como a relação é pessoal, e como a entidade de Parama Purusa é puramente uma questão pessoal no campo da divindade ou no campo de devoção, a interpretação da criação também varia de filosofia ou na espiritualidade oculta. Pergunte a um filósofo por que este universo foi criado, para que Parama Purus'a criou este Universo. Ele não será capaz de satisfazê-lo com sua resposta. Ele vai dizer "Talvez essa era sua idéia", ou "Talvez aquela era sua idéia", "Talvez esse foi o motivo", "Talvez esse tenha sido o motivo", mas a resposta é vaga. Não ao ponto, nunca ao ponto. Pergunte a um adepto do culto acional. Ele não será capaz de satisfazê-lo com sua resposta. Ele vai dizer - "Há tantos fluxos de expressão. Esse universo é uma mistura de ondas de diferentes comprimentos, de diferentes sons, de cores diferentes. " Mas estas respostas não irá satisfazer um aspirante espiritual. O aspirante espiritual, ou o devoto, vai dizer a resposta é muito simples - "Antes da criação, meu Pai Supremo estava sozinho neste Universo. Não havia nada, e por falta dos fatores quinquelemental, não havia nada para ver, nada a fazer. Ele estava sozinho. Suponha que você está sozinho em uma vila particular ou em uma casa particular.Qual será sua posição? Qual será o seu estado mental? Você vai ser como - o quê? Uma pessoa insana, um louco. Portanto, neste vasto Cosmos meu Pai estava sozinho. Basta tentar sentir qual era sua condição, qual era sua condição mental. Então, só para salvar a si mesmo da monotonia da Singularidade, Ele criou este Universo. Só para brincar com seus filhos. Esta é a única razão. Não conheço outra filosofia. "Esta será a resposta do devoto. Sa va esa tada drsta nd pashya drshya mekarat Me ne santamivatmanam Supta shaktirasupta dik. [Parama Purusa tinha o poder de observação. Ele tinha a capacidade auditiva e o poder de falar. Mas não havia jiiva para observar. Não houve necessidade de verificar os fundamentos da verdade, porque não havia uma segunda entidade, não havia ninguém, exceto Ele. Não havia ninguém para com quem conversar.] E esta criação, o que é? Não é nada, mas diferentes partes de Seu corpo divino. E é por isso que eu disse que não há má pessoa neste mundo. Todos são seus filhos amados. Vocês, rapazes, vocês garotas - esqueçam o passado e iniciem sua nova vida com essa sutil e nobre ideia - “Que são partículas inseparável desta Entidade Suprema, deste Parama Purus'a.”

P.R.SARKAR - 11 maio de 1979 à noite, Fiesch, na Suíça Publicado em: Ananda Vacanamrtam Parte 12 Baba em Fiesch

SATYA
Explicit X
January 30, 2011 05:17 AM PST
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"Parahita'rtham va'unmanoso yatha'rthatvam satyam."

 

Satya implies proper action of mind and the right use of words with the spirit of welfare. It has no English synonym. The word "true" or "truth" would be translated in Sam'skrta as "rta" (to state the fact). The Sa'dhaka is not asked to follow the path of rta. One is to practise Satya. The practical side of Satya is dependent on relativity, but its finality lies in Parama Brahma, the Supreme Spiritual Entity. That is why Brahma is often referred to as the "essence of Satya."

 

"Satyam' jina'namanantam' Brahma."

 

Even though the objective of a Sa'dhaka is to achieve that ultimate entity, in the process Sa'dhakas have to deal with the relativity of their surroundings. Humans are rational beings: they possess in varying degrees the capability to do what is necessary or good for humanity. In the realm of spirituality such thought, word or action has been defined as Satya.

 

For example, a person rushes to you for shelter. You do not know whether he is guilty or not, or perhaps you know for certain that he is not guilty. He is followed by a ruffian bent on torturing him. If this terrified man seeks refuge in your house, and then the ruffian comes and asks you regarding his whereabouts ,what should you do? By adhering to rta or truth you would inform the ruffian of his whereabouts. Then if he is murdered, will you not be responsible for this murder? Your mistake may have resulted in the murder of an innocent person. By adhering to rta or truth you become indirectly guilty of this heinous crime. What would be your duty if you followed the correct interpretation of Satya? It would be not to reveal the whereabouts of the person and rather to misguide the aggressor so that the refugee may safely return home.

 

Suppose your mother is taking food. A letter is received about the death of your maternal grandfather. If mother enquires about the contents of the letter, what reply will you give? If you adhere to "truth", you will reveal the news of her father's death, which will cause a great shock to her mind and she would not even be able to take her food. It would be preferable in this case to state that all is well in their family. After your mother has had her food, a mention of her father's illness would prepare the ground for her to bear the news of the tragedy. In this way, even though something other than truth was uttered, the dignity of Satya has been maintained.

Shrii Shrii Ánandamúrti - A'nanda Pu'rn'ima' 1957

 

YAMA SÁDHANÁ - AHIM'SA'
Explicit X
November 07, 2010 05:41 PM PST
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The first lesson of human conduct is Yama Sa'dhana'. We shall discuss all the aspects of Yama Sa'dhana'. You know that Yama consists of five principles:  Ahim'sa', Satya, Asteya, Brahmacarya and Aparigraha.

 "Ahim'sa'satya'steyam' Brahmacarya'parigraha'h yamah"

The practice of these five principles achieves control by different processes. The word Sam'yama in Sam'skrta means "regulated conduct". It should be clearly understood that Sam'yama does not imply destroying something or somebody.

A'nanda Pu'rn'ima' 1957

AHIM'SA'

"Manova'kka'yaeh sarvabhu'ta' na'mapiida' namahim'sa'.

Ahim'sa' means not inflicting pain or hurt on anybody by thought, word or action. This word is wrongly interpreted by many. Some so-called learned persons in fact, define the word ahim'sa' in such a manner that if one adheres to it strictly, it is impossible to live not only in a society but also in forests, hills and caves. In such an interpretation of the term ahim'sa', not only is killing prohibited, but even to fight a defensive fight is not allowed. By tilling the land one may cause the death of innumerable insects and creatures under the earth's surface. Therefore, the use of a plough is not permissible. The followers of such an interpretation of ahim'sa' say that those who want to lead a religious life should not use the plough themselves, but employ other low-born people to do the same to save themselves from the sin of destroying life. Sugar must be poured into the abodes of the ants; no matter whether human beings have food or not. The poor must spare their blood from their bodies to save insects, the born enemies of human beings.

This is no definition of ahim'sa'. It merely causes confusion. It is contrary to true dharma; it is against the very laws of existence. Even the process of respiration involves the death of numberless microbes. They are all living beings and to save them one will have to stop breathing. The administration of medicines to the suffering will have to be stopped, because such medicines cause the destruction of disease-causing bacteria. If ahim'sa' is so interpreted, where will such interpreters be able to stand? They will have to give up even filtered water, because the process of filtration of water means destroying the insects that cause impurity. It is also not possible to drink impure water, because then it is likely that such microbes might die in the stomach.

In the post-Vedic age this type of ahim'sa' was practised in India for a long period, and as a result life for ordinary citizens became very miserable. The populace viewed with fear the religion dominated by this so-called ahim'sa'. They were forced to accept an atheistic belief, and they left the path of dharma. Devoid of any code of conduct, and intent on giving first preference to their own selfishness, such atheists became a burden to the society and to the world. Those who wanted to enforce the so-called ahim'sa'-influenced religion, became impractical and impotent by nature. Thus there is a pressing need in the modern age to re-think these historical facts from a new angle of vision.

This age was followed by another wherein another new definition of the word ahim'sa' was propagated. According to this definition, him'sa' meant to cause pain to living beings, but did not include the slaughter of animals for food. This idea is very much mistaken. If causing pain amounts to him'sa', the slaughter of animals for food must also be called him'sa', because the animals do not offer their heads willingly at the altar of death for this cause.

Recently one more interpretation for this word has been heard. It somewhat resembles the second definition described earlier, but it even lacks the simplicity or sincerity of that interpretation. According to this interpretation, ahim'sa' means non-violence or non-application of force. Possibly it is this interpretation which has distorted most the meaning of ahim'sa'. In all actions of life, whether small or big, the unit mind progresses by surmounting the opposing forces. Life evolves through the medium of force. If this force is not properly developed, life becomes absolutely dull. No wise person would advocate such a thing, because this would be contrary to the very fundamentals of human nature.

The champions of non-violence (so-called ahim'sa') have, therefore, to adopt hypocrisy and falsehood whenever they seek to use this so-called ahim'sa' for their purposes. If the people of one country conquer another country by brute force, the people of the defeated nation must use force to regain their freedom. Such a use of force may be crude or subtle and as a result, both the body and mind of the conquerors may be hurt. When there is any application of force, it cannot be called non-violence. Is it not violence if you hurt a person not by your hands but by some other indirect means? Is the boycott movement against a particular nation not violence? Therefore I say that those who interpret non-violence and ahim'sa' to be synonymous have to repeatedly resort to hypocrisy to justify their actions. The army or police are necessary for administration of a country. If these organizations do not use force even in case of necessity, their existence will be of no meaning. The mark of so-called ahim'sa' or non-violence on a bullet does not make the bullet non-violent.

Those who are not adequately equipped to oppose an evil-doer should make every endeavour to gain power and then make the proper use of this power. In the absence of ability to resist evil, and in the absence of evev an effort to acquire such ability, declaring oneself to be non-violent in order to hide one's weaknesses before the opponent may serve a political end, but it will not protect the sanctity of righteousness.

The meaning of the word ahim'sa' in the sphere of Sa'dhana' has already been explained. According to its correct meaning, one will have to guide one's conduct carefully to ensure that one's thought or actions cause pain to nobody and are unjust to none. Any thought or action with the intention of causing harm to someone else amounts to him'sa'. The existence of life implies destruction of certain lower forms, no matter whether there is intention of doing harm or not. The process of respiration kills thousands of millions of protoplasmic cells. Whether one knows it or not, in every action such living cells are dying and being destroyed. The use of prophylactics means destructions of millions of disease-carrying germs. The crop-eating insects, parasites, mosquitoes, bugs, spiders, etc. are also being killed in innumerable ways. This is necessary to maintain one's livelihood; it is not with the intention of causing pain to them. Such acts also, therefore, cannot be classed as him'sa'; they are to be done for self-defense.

As a result of clash and cohesion within the physical structure of every entity and also for the maintenance of structural solidarity at every moment, a process of formation and de-formation is always taking place. Rice is obtained from paddy--is there no life in paddy? Paddy can sprout. It is also capable of reproduction. For the preservation of the physical body you prepare rice by killing the paddy. Do you have any intention to harm anybody while preparing rice? It is thus seen that life depends on other forms of life for its very existence. There is no question of him'sa' or ahim'sa' here. If this is conceived as him'sa' living beings will have to subsist on bricks, sand and stone. Even breathing will have to be stopped or one will have to commit suicide.

It is, however, very necessary to remember two things in respect of edibles. First, as far as possible, articles of food must be selected from among those items in which development of consciousness is comparatively little; i.e., if vegetables are available, animals should not be slaughtered. Secondly, under all circumstances before killing any animal having developed or under-developed consciousness, it must be considered whether it is possible to live in a healthy body without taking such lives.

The human body is constituted of innumerable living cells. These cells develop and grow with the help of similar living entities. The nature of your living cells will be formed in accordance with the type of food you take. Ultimately all these together will affect your mind to some extent. If the cells of the human body grow on rotten and bad-smelling food, or on the fresh flesh of animals in which mean tendencies predominate, it is but natural that the mind will have a tendency of meanness. The policy of eating, without due consideration, whatever is available cannot be supported in any case, even though there may not be any question of him'sa' or ahim'sa'. It should not be your policy to do what you wish. You must perform actions after due thought. For continued subsistence a policy will have to be adopted for taking food; otherwise it will be against the code of aparigraha. What aparigraha means will be explained later.

Him'sa' and the use of force are not identical. Sometimes the use of force may result in him'sa', even though there is no thought in the mind to cause pain. When the pressure of circumstances compels the use of force against certain individuals resulting in him'sa', such individuals are termed as a'tata'yii in Sam'skrta.

Ks'etrada'ra'paha'rii ca shastradha'rii dhana'paha'h

Agnidagaradashcaeva s'adete hya'tata'yinah

"Anyone who, by the use of brute force, wants to take possession of your property, abducts your wife, comes with a weapon to murder you, wants to snatch away your wealth, sets fire to your house or wants to take life by administering poison, is called an a'tata'yii." If any person or a nation wants to occupy all or part of another country, the use of physical force against such invading forces is not against the principle of ahim'sa'. Rather, by a wrong interpretation of the term ahim'sa' or by interpreting him'sa' and brute force as identical, common people will have to suffer from loss of wealth, happiness, or other hardships.

Sometimes it so happens that people instead of convincing superstitious people, injure their sentiments by their behaviour. A perusal of history shows that the antagonists of idolatry have, on many occasions, destroyed beautiful temples which were unique examples of architecture. They destroyed the beautiful images which represented the expressions of sculptural art. All these acts are extremely violent, because they cause severe pain to the idolaters, and consequently the idol-worshippers adopt an obstinate attitude towards idols even though they are fully convinced that idol-worship is futile. As a result, not only is the spiritual progress of the idol-worshippers hampered, but the progress of the whole human society is retarded. It is worth noting that even if in any country all the people without exception give up idolatry, the spiritual aspirants, who follow the principles of Brahmacarya, will preserve images carefully in museums out of appreciation for sculpture and aesthetic taste. They will not destroy these beautiful works in any circumstances. Destroying a work of art also results in the destruction of the sense of subtle appreciation, and this is in no way proper.

While the mind is still attached to religious or sectarian signs or submits to superstitious rituals, it remains engrossed in crude objects. Any crude method to prevent such sectarian superstitions will cause reactions in the mind and this will hamper Sa'dhana'. The best course, therefore, is to help these persons to expand their minds by means of Brahma bha'vana' -- cosmic ideation -- and only in that case will they be able to give up superstitions easily.

The principle of ahim'sa', one of the aspects of Brahma Sa'dhana', must have been clearly understood now. Let us now consider whether parents punishing a child amounts to him'sa' or ahim'sa'. No, it is not him'sa' because there is no intention of causing harm or pain at all. The purpose of such punishment is not to make the child shed tears, the purpose of such action is only correction. Whether it is a thief or a robber or a gentleman or a friend or anybody else, any action with a true spirit of rectification cannot be termed as him'sa', no matter how harsh it may seem.

It must now be clear that in day-to-day life it is not at all difficult to follow the path of true ahim'sa'. Taking meat as food is harmful in hot countries, especially where vegetables are available in abundance. However, under medical advice, as a diet after recovery from illness or as one of the constituents of medicine, eating meat cannot be called either him'sa' or greed, because the meat is eaten under those circumstances only to maintain life. In extremely cold countries people eat animal flesh, wear animal skins and burn animal fat under the pressure of necessity.

Heroism is revealed in fight against aggressors. Consider the Ra'ma'yan'a, the great epic. It describes Shrii Ra'ma waging a war with all his might against Ra'van'a, who abducted his wife. Shrii Ra'ma's action was in no way against the principle of ahim'sa', because he did not invade Lanka' with any desire to conquer the territory or to cause harm.

Consider the Maha'bha'rata. Maha'purus'a Shrii Krs'n'a had insisted to the Pa'ndavas to take up arms against the Kaoravas, because the Kaoravas were aggressors (a'tata'yii) who had taken possession of the land by force. No one would accuse the very incarnation of love, Shriiman Maha'prabhu, one of the great revolutionists in the social and spiritual world, of adopting ways associated with him'sa'; but he too pounced like a lion on the tyrant Ka'zii (Judge). If him'sa' and use of force were synonymous, Maha'prabhu, the incarnation of mercy, certainly would not have done so.

The use of force against an aggressor is valour and desisting from such use of force is cowardice. But the weak people must assess their strength before indulging in violent conflict with a powerful aggressor; otherwise, if a fight is started without acquiring proper strength injustice may temporarily triumph. In history such an error has been called "Rajput folly". The Rajputs always went forward with courage to resist Mughal invasion. No doubt, they fought valiantly, but they faced the enemy without assessing their own strength. They suffered from intrigues and internal dissensions and hence they always lost battles and died a heroic death. It is, therefore necessary to acquire adequate strength before declaring a war against an aggressor. To pardon aggressors before correcting their nature means encouraging injustice. Of course, if you find that the aggressor is bent on destroying you, whether you use force or not, it would be proper to die at least giving a blow to the best of your might without waiting to assemble the adequate forces.

Shrii Shrii Ánandamúrti - A'nanda Pu'rn'ima' 1957

YAMA SÁDHANÁ

 A primeira lição da conduta humana é “Yama Sádhaná”. Discutiremos todos os aspectos de “Yama Sádhaná”. Vocês sabem que Yama consiste de cinco princípios: Ahim’s’a, Satya, Asteya, Brahmacarya e Aparigraha.

Ahim’s’a Batyásteyam’ Brahmacarya Parigraháh Yamah.

A prática destes cinco princípios ensina o autocontrole por diferentes processos. A palavra Sam’yama, em sânscrito, significa conduta disciplinada. Deve-se compreender claramente que Sam’yama não implica a destruição de algo ou alguém.

AHIM’S’A

Ahim’s’a Manová Kayaeh Sarvabhútánáma Piid’namahim’s’a.

Ahim’s’a significa não ferir ou prejudicar alguém por pensamento, palavra ou ação. Este termo é mal interpretado por muitos. Alguns supostos sábios, de fato, definem a palavra Ahim’s’a de tal maneira que seria impossível viver, não somente na sociedade, como também em florestas, montanhas e cavernas, se alguém aderisse à sua definição estritamente. Por essa interpretação da palavra Ahim’s’a, não só é proibido matar, como também não é permitida a luta para se defender. Ao lavrar a terra pode-se causar a morte de inumeráveis insetos e criaturas do subsolo, portanto, o uso do arado não seria permitido. Alega-se que aqueles que querem levar uma vida religiosa não devem usar eles próprios o arado, mas empregar pessoas de classes inferiores para fazer este serviço, salvaguardando-se assim do pecado de destruir vidas. Segundo eles, deveria ser derramado açúcar nos abrigos de formigas, não importando se os seres humanos tenham ou não alimentos; os pobres deveriam deixar que os mosquitos, inimigos natos dos seres humanos, se alimentassem do sangue de seus corpos. Esta não é a definição de Ahim’s’a, mas sim uma grande confusão. É contrária ao verdadeiro Dharma. É contra as verdadeiras leis da existência. Até mesmo o processo de respirar envolve a morte de inumeráveis micróbios; eles são seres vivos, e para salvá-los seria necessário parar de respirar. A prescrição de medicamentos aos doentes deveria ser suspensa, porque os remédios poderiam causar a destruição das bactérias causadoras de doenças. Se Ahim’s’a

fosse interpretado desta forma, onde tais intérpretes poderiam viver? Dever-se-ia suspender a filtragem da água contaminada, porque isto causaria a morte de microrganismos. Na era pós-védica este tipo de Ahim’s’a foi praticado na Índia por muito tempo e, como resultado, a vida dos cidadãos comuns tornou-se verdadeiramente insuportável. O povo sentia medo da religião dominada pela suposta Ahim’s’a e era forçado a aceitar crenças ateístas, abandonando o caminho de Dharma. Desprovidos de qualquer código de conduta e com o propósito de dar preferência primordial a seus motivos egoístas, estes ateus tornaram-se um fardo para a sociedade e para o mundo; e aqueles que quiseram manter em vigor as religiões influenciadas por essa interpretação de Ahim’s’a tornaram suas intenções inviáveis e enfraquecidas. Na presente época, existe a necessidade urgente de refletir sobre esses fatos históricos sob um novo ponto de vista.

A era pós-védica foi seguida por outra, em que foi propagada outra definição da palavra Ahim’s’a. De acordo com esta definição, Him´s´a significa causar dor aos seres vivos. Logo, a matança de animais a alimentação também deve ser considerada Him’s’a, pois os animais não oferecem a própria vida de espontânea vontade para essa causa.

Recentemente foi dada outra interpretação a esta palavra. Assemelha-se à segunda definição mencionada acima, porém falta a esta a simplicidade ou sinceridade daquela. Conforme esta interpretação, Ahim’s’a quer dizer a não-violência ou não usar a força. Possivelmente, nesta interpretação é que o significado de Ahim’s’a foi mais distorcido. Em todas as ações da vida, sejam pequenas ou grandes, a mente individual progride pelo triunfo sobre as tendências contrárias. A vida se desenvolve por meio da força. Se esta força não é devidamente explorada, a vida pode tornar-se absolutamente enfadonha. Nenhum homem sensato faria isto, porque seria contrário aos fundamentos básicos da natureza humana. Os campeões da não-violência (assim-chamada Ahim’s’a) devem usar de hipocrisia e falsidade quando pretendem praticar este culto por qualquer outro intento. Se o povo de um país conquista outro pela força bruta, a população da nação conquistada deve usar a força para reconquistar a liberdade. Este uso da força pode ser brutal ou sutil, e como resultado tanto o corpo quanto a mente dos conquistadores podem ser feridos. Uma vez que se faz uso da força, não se pode chamar a isto de não-violência. É não-violência o ato de ferir um homem, não pelas mãos, mas por meios indiretos? O movimento para boicotar uma nação é não-violência? Por isso, digo que aqueles que interpretam não-violência e Ahim’s’a como sinônimos devem recorrer à hipocrisia, repetidamente, para justificar suas ações. O exército e a polícia são necessários para a administração de um país. Se estas organizações não usassem a força, mesmo em casos necessários, sua existência não teria sentido. A marca desta suposta Ahim’s’a, ou não-violência, aplicada sobre uma bala não a tornará não-violenta.

Aqueles que não estão adequadamente equipados para reagir aos propagadores do mal deveriam fazer todos os esforços para adquirir força e fazer seu uso adequado. Na falta dos requisitos para resistir às forças maléficas, e também na ausência de um esforço para consegui-los, a atitude em prol da não-violência somente para não admitir a própria fraqueza frente ao opositor pode servir a um propósito político, porém não garante a santidade da retidão.

O significado da palavra Ahim’s’a na esfera da Sádhaná já foi dado. De acordo com seu significado correto, as pessoas devem guiar cuidadosamente sua própria conduta para assegurar-se de que seus pensamentos ou ações não causem dor ou injustiça a alguém. Qualquer pensamento ou ação com a intenção de prejudicar alguém é Him’s’a. A manutenção da vida implica a destruição de certas formas de vidas inferiores, seja intencionalmente ou não. O processo de respirar mata milhares de células protoplásmicas. Quer se saiba, ou não, a cada ação essas células vivas morrem naturalmente ou são destruídas. O uso de remédios profiláticos significa a destruição de milhões de germes patológicos. Os insetos destruidores da lavoura — parasitas, mosquitos, percevejos, aranhas etc. — são mortos de várias formas. Isto é necessário para se manter a vida. Estes atos não são praticados com a intenção de causar dor. Logo, não podem ser classificados como Him’s’a. Devem ser feitos em legítima defesa. Como resultado dos choques e das coesões na estrutura física e do esforço para manter a unidade estrutural, a cada momento, um processo de formação e deformação está se realizando.

O arroz é obtido do arroz com casca. Não há vida no arroz com casca? O arroz com casca pode germinar e se reproduzir. Para manter seu corpo físico, você beneficia o arroz tirando-lhe a casca, matando-o assim. Você tem a intenção de ferir algum ser quando prepara o arroz? Daí se deduz que uma vida depende de outras formas de vida para manter sua existência. Aqui não há a questão de Him’s’a ou Ahim’s’a. Se isto fosse concebido como Him’s’a, os meios de subsistência da vida ficariam limitados a tijolos, areia e pedras. Mesmo a respiração deveria ser proibida, em outras palavras, o ser humano deveria suicidar-se.

É, porém, muito importante lembrar duas coisas a respeito dos alimentos. Primeiramente, na medida do possível, os alimentos devem ser selecionados dentre aqueles seres que têm consciência muito pouco desenvolvida, isto é, se os vegetais estiverem disponíveis, os animais não devem ser abatidos. Em segundo lugar, antes de abater um animal, com consciência desenvolvida ou subdesenvolvida, deve-se considerar se é possível viver uma vida saudável sem sacrificar tal animal. O corpo humano é constituído de inumeráveis células vivas. Estas células se desenvolvem e crescem com o auxílio de entidades vivas similares. A natureza das células vivas será formada de acordo com o tipo de alimentos ingerido. Em última análise, todos esses aspectos afetarão a mente. Se as células do corpo humano se desenvolvem a partir de alimentos podres e malcheirosos ou da carne de animais, nas quais predominam as tendências inferiores, é natural que a mente seja inclinada ao que há de mais baixo. O hábito de comer qualquer coisa disponível, sem fazer a devida ponderação, não pode ser apoiado de modo algum, mesmo que não se questione sobre Him’s’a ou Ahim’s’a. Você não deve ter como princípio fazer o que bem entende. Pense antes de agir. Para a subsistência, deve-se adotar um princípio no que diz respeito à alimentação. Do contrário, pode-se ir de encontro ao código de Aparigraha. O significado de Aparigraha será explicado mais adiante.

Him’s’a e o uso da força não são a mesma coisa. Às vezes o uso da força pode resultar em Him’s’a, mesmo que não haja a intenção de causar dor. Quando a pressão das circunstâncias obriga alguns indivíduos a usarem a força contra outros indivíduos (resultando em Him’s’a), aqueles indivíduos são chamados de Átatáyii, em sânscrito.

Ks’etradárá Aháriica Shastradhárii Dhanápaháh

Agnidaragadashcaeva S’ad’ete Hyayátátáyianah.

Qualquer pessoa que, pelo uso da força bruta, queira se apossar de sua propriedade, raptar sua esposa, chegar armado para matá-lo, tomar suas riquezas, incendiar casas, matar com venenos, é chamado de A’tatáyii.

Se qualquer pessoa ou nação quiser dominar, total ou parcialmente, outra nação, o uso da força física contra essa força invasora não será contrário ao princípio de Ahim’s’a. Ao invés disso, por uma interpretação errada da palavra Ahim’s’a ou por interpretar Him’s’a e “força bruta” como coisas idênticas, o homem comum poderá perder seus bens e a felicidade e sofrerá tantas outras penúrias, devido às circunstâncias.

Comumente, as pessoas em vez de procurarem esclarecer aqueles que se deixam levar por superstições, ferem os sentimentos dessas pessoas com sua atitude. Um exame minucioso da história mostra que os inimigos da idolatria têm, por diversas vezes, destruído belíssimos templos que eram exemplares únicos da arquitetura. Eles destruíram belas imagens que representavam a expressão da arte escultural. Todos estes atos são de natureza extremamente violenta, porque causam severo sofrimento aos idólatras e, consequentemente, estes adoradores de ídolos adotam uma postura obstinada em favor dos ídolos, mesmos que estejam plenamente convictos de que a idolatria é coisa fútil. Como resultado disso, o progresso espiritual, não só dos idólatras, mas também de toda a sociedade é postergado. É importante observar que, mesmo num país onde todos, sem exceção, tenham abandonado a idolatria, ainda assim os aspirantes que seguem os princípios de Brahmacarya [ver explicação adiante] deveriam preservar estas imagens cuidadosamente num museu, por respeito à escultura e ao senso estético. Eles não destruiriam essas belas obras, de modo algum. Destruir uma obra de arte resulta também na destruição do senso de admiração pela beleza sutil, e isto, de maneira alguma, é decente.

Enquanto a mente estiver apegada a símbolos religiosos ou sectários, ou submissa a rituais supersticiosos, ela permanecerá absorvida por objetos densos. Qualquer método rude de prevenção contra essas superstições sectárias causará reação na mente, e isso impedirá a Sádhaná. Por isso, o melhor caminho é ajudar essas pessoas a desenvolverem suas mentes por meio de Brahma Bhavana (ideação cósmica) e, só assim, elas serão capazes de abandonar a superstição facilmente.

O princípio de Ahim’s’a, um dos aspectos de Brahma Sádhaná, deve ter sido entendido claramente agora. Vamos também ponderar se o ato de punir uma criança por parte dos pais equivale a Him’s’a ou Ahim’s’a. Não, não é Him’s’a, porque não há intenção de causar mal ou dor de modo algum. O propósito da punição não é fazer a criança chorar, e sim corrigi-la. Quer seja aplicada em um ladrão, um cavalheiro, um amigo, ou qualquer pessoa, a ação com o verdadeiro espírito de retificação não pode ser denominada Him’s’a, não importa quão áspera ela possa parecer.

Deve ser esclarecido que na vida cotidiana não é difícil seguir o caminho da verdadeira Ahim’s’a.

Mesmo que haja vegetais em abundância nos países quentes, cedemos à tentação de comer carne. Porém, quando um médico tiver que prescrever a um paciente convalescente uma dieta que inclua a carne como alimento indispensável ao restabelecimento, este fato não deve ser tomado nem como Him’s’a nem como gula, porque não se tem em vista abater o animal, nem para causar-lhe dano nem para satisfazer uma tendência à gula. Nos países frios, as pessoas comem carne, vestem peles de animais e cozinham com gorduras animais porque as circunstâncias impõem tais comportamentos.

É uma característica do homem combater seu agressor. Veja o Ramayana, grande poema épico. Ele descreve que Shrii Rama, com todo o seu poder, travou uma guerra contra Ravana, o qual tinha raptado sua esposa. A ação de Rama não foi, de modo algum, de encontro aos princípios de Ahim’s’a, pois ele invadiu Lanka não com desejo de conquistar um território ou de causar qualquer dano.

Veja o Mahabharata. Mahapurusa Shrii Krs’n’a tinha insistido junto aos Pândavas para levantarem as armas contra os Kaoravas, que eram os agressores (Átátayii) que tinham se apossado de terras à força. Ninguém ousaria acusar a encarnação do amor, Shriiman Mahaprabhu, um dos grandes revolucionários no mundo social e espiritual, de usar meios associados a Him’s’a; porém ele também se lançou como um leão sobre o tirano Kázi (juiz). Se Him’s’a e o “uso da força” fossem sinônimos, certamente, Mahaprabhu, a encarnação da misericórdia, não teria agido assim.

O uso da força contra um agressor é um ato de bravura e a desistência do uso dessa força é covardia. Porém, a pessoa fraca deve avaliar sua força antes de empreender um violento combate contra um agressor forte, caso contrário, se não tiver adquirido a força necessária, a injustiça triunfará temporariamente. Na história, este erro foi chamado de a “loucura dos Rajputs”. Os Rajputs sempre avançavam, com coragem, contra os invasores de Mughal. Sem dúvida, eles combateram vigorosamente, porém, enfrentaram o inimigo sem avaliar suas próprias forças. Eles sofriam intrigas e dissensões internas, por isso, sempre perderam as batalhas e morreram heroicamente. Portanto, é necessário adquirir a força adequada antes de declarar guerra a um agressor. Perdoar o agressor sem ter corrigido sua natureza é encorajar a injustiça. Se você achar que o agressor está propenso a destruí-lo, quer você use força ou não, será melhor estar preparado para morrer lutando com todas as forças, sem esperar para adquirir forças suficientes.

Shrii Shrii Ánandamúrti - A'nanda Pu'rn'ima' 1957

A GUIDE TO HUMAN CONDUCT
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October 15, 2010 03:48 PM PDT
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Morality is the foundation of Sa'dhana' (spiritual practice). It must, however, be remembered that morality or good conduct is not the culminating point of the spiritual march. As a moralist one may set an ideal for other moralists, but to do this is not something worth mentioning for a Sa'dhaka (spiritual aspirant). Sa'dhana', in its very start, requires mental equilibrium. This sort of mental harmony may also be termed as morality. 

People often say, "I follow neither a religion nor rituals; I abide by truth; I harm nobody and I tell no lies. This is all that is necessary; nothing more need be done or learnt. " It should be clearly understood that morality is only an effort to lead a well-knit life. It will be more correct to define morality as a dynamic force rather than a static one, because balance in the extroversal spheres of life is maintained by waging a pauseless war against all opposite ideas. It is not an intro-external equilibrium. If the unbalanced state of mind takes a serious turn by pressure of external allurement, and if the mental disturbance is found to be intense, it is likely that the power for internal struggle may yield and consequently the external equilibrium, the show of morality, may at any moment break down.

That is why morality is, no doubt, not the goal, not even a static force. The morality of a moralist may disappear at any moment. It cannot be said with any certainty that the moralist who has resisted the temptation of a bribe of two rupees would also be able to resist the temptation of an offer of two hundred thousand rupees. Nevertheless, morality is not absolutely valueless in human life. Morality is an attribute of a good citizen and it is the starting-point on the path of Sa'dhana'.

Moral ideals must be able to furnish human beings with the ability as well as the inspiration to proceed on the path of Sa'dhana'. Morality depends on one's efforts to maintain a balance regarding time, place and person and therefore there may be differences in moral code. But the ultimate end of moralism is the attainment of Supreme bliss and therefore there should not be any possibility of any imperfections of relativity. It cannot be said that the ultimate aim of human life is not to commit theft; what is desirable is that the tendency to commit theft should be eliminated. Not to indulge in falsehood is not the aim of life; what is important is that the tendency of telling lies should be dispelled from one's mind. The Sa'dhaka starts spiritual practices with the principles of morality, of not indulging in theft or falsehood. The aim of such morality is attainment of such a state of Oneness with Brahma where no desire is left for theft; and all tendencies of falsehood disappear.

In the Sa'dhana' of A'nanda Ma'rga, moral education is imparted with this ideal of oneness with Brahma, because Sa'dhana' is not possible without such a moral ideation. Sa'dhana' devoid of morality will divert people again towards material enjoyments and at any moment they may use their mental power, acquired with much hardship, to quench their thirst for meagre physical objects. There are many who have fallen from the path of Yoga or Tantra Sa'dhana' and are spending their days in disrepute and infamy. Whatever little progress they achieved through forcible control of their instincts, was lost in a moment's error in pursuit of mundane pleasures.

It must, therefore, be emphasized that even before beginning Sa'dhana', one must follow moral principles strictly. Those who do not follow these principles should not follow the path of Sa'dhana'; otherwise they will bring about their own harm and that of others. A'ca'ryas must have noticed that people of over-selfish nature fear A'nanda Ma'rga itself for fear of following its strict moral principles. They are concerned that the spread of A'nanda Ma'rga may inconvenience the fulfilment of their mean, selfish desires and therefore, they malign the Ma'rga in an effort to conceal their own weakness and dishonesty. But remember that those who are lacking in moral spirit do not deserve to be called human beings. However hard they may try, their tall talk alone cannot camouflage the meanness of their minds for a long time.

Shrii Shrii Ánandamurti - A'nanda Pu'rn'ima' 1957

UM GUIA PARA A CONDUTA HUMANA

Moralidade é a base da Sádhaná (práticas espirituais). Entretanto, é preciso lembrar que moralidade ou boa conduta não é o ponto culminante da marcha espiritual. Como moralista, é possível estabelecer um ideal para outros moralistas, mas para um Sádhaka (aspirante espiritual) isso não é preciso sequer ser mencionado.

A Sádhaná, no seu início, requer equilíbrio mental. Essa harmonia mental pode também ser chamada de moralidade. Diz-se freqüentemente: “Eu não sigo religião nem rituais; eu sou fiel à verdade; não prejudico ninguém, não digo mentiras e isto é o que é necessário. Nada mais deve ser feito ou aprendido.” Deveria ser claramente entendido que a moralidade é somente um esforço para levar uma vida correta. Seria mais correto definir moralidade como uma força dinâmica do que como uma força estática, porque o equilíbrio nas esferas exteriores da vida é mantido travando-se uma guerra sem tréguas contra todas as idéias contrárias. Não é um equilíbrio interno-externo. Se o estado de desequilíbrio mental tomar um rumo de difícil correção, devido à pressão das tentações externas, e se o distúrbio mental for intenso, será muito provável que a força para a luta interna se enfraqueça e que, como conseqüência, o equilíbrio externo ou a demonstração de moralidade venha a se desfazer a qualquer momento. Eis por que a moralidade não é uma meta nem uma força estática. A moralidade de um moralista pode desaparecer a qualquer momento. Não se pode dizer com certeza que o moralista que resiste à tentativa de suborno por dois reais possa também resistir à oferta de 200.000 reais. Contudo, moralidade não é, em absoluto, desprovida de valor na vida do homem. Moralidade é um atributo do bom cidadão e se constitui no ponto de partida no caminho da Sádhaná.

Os ideais morais devem ser tais que possam fornecer ao homem capacidade e inspiração para prosseguir na senda da Sádhaná. A moralidade depende dos esforços no sentido de manter o equilíbrio com relação aos fatores tempo, lugar e pessoa; e, devido a isso, pode haver diferenças no código moral. Porém, o objetivo final da moralidade é o alcance da Bem-aventurança Suprema. Logo, não pode haver qualquer possibilidade de incorreção devido aos fatores relativos. Não se pode dizer que o alvo final da vida humana seja não roubar; o desejável é que a tendência para roubar seja eliminada. Não é a meta da vida que o homem não se entregue à falsidade; o importante é que a tendência para mentir seja dissipada.

O Sádhaka inicia suas práticas espirituais observando os princípios moralistas baseados em não se envolver em roubo ou falsidade. O objetivo dessa moralidade é alcançar a união com Brahma — um estado onde deixam de existir a vontade de roubar e a tendência à mentira.

Na Sádhaná da Ananda Marga, a educação moral é ensinada com esse ideal de união com Brahma, porque a Sádhaná não é possível sem uma ideação moral. A Sádhaná desprovida de moralidade desencaminha o homem novamente para os prazeres materiais, e, a qualquer momento, ele pode empregar seu poder mental obtido com muita dificuldade para saciar a sede de desejos materiais fúteis. Há muitas pessoas que perderam o ritmo da Yoga ou da Sádhaná Tântrica e estão desperdiçando seus dias em desonra e infâmia. Qualquer pequeno progresso que elas tenham alcançado através de um rigoroso controle de seus instintos perdeu-se por um erro momentâneo, na busca de prazeres mundanos. É preciso, portanto, salientar que, mesmo antes de começar a Sádhaná, os princípios morais devem ser rigorosamente seguidos. Aqueles que não os cumprem não devem seguir a senda da Sádhaná; pois, do contrário, causarão danos a si próprios e aos outros. Os ácáryas (monges e monjas da Ananda Marga) devem ter observado que as pessoas de natureza super-egoísta temem a Ananda Marga por temerem seguir os princípios morais estritamente; receiam que a difusão do ideal da Ananda Marga seja um empecilho à realização de seus desejos baixos, egoístas, e, portanto, eles se entregam à difamação da Ananda Marga, para encobrir sua própria fraqueza e desonestidade. Porém, é mister lembrar que os que carecem de princípios morais não merecem ser chamados de seres humanos. Todavia, por mais que tentem, sua verbosidade não pode esconder por muito tempo a insignificância de suas mentes.

Shrii Shrii Ánandamúrti - A'nanda Pu'rn'ima' 1957

THE FIVE KINDS OF CONSCIENCE - VIVEKA
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August 22, 2010 04:45 AM PDT
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Viveka (conscience) is a special kind of deliberation. Deliberation (vicára) is the endeavour to select a particular idea from several ideas. If a particular person is presented to you as a criminal, then there are two opposing ideas before you: the guilt of the man or his innocence. The process whereby one comes to a conclusion after deliberating upon these two opposing ideas is called vicára. When you finally make your decision it is called siddhánta (conclusion). Conscience (viveka) is defined as a special type of vicára (deliberation). The denotation of vicára is broader than that of viveka. A thief, on entering his victim’s house, considers whether it would be better to start stealing in the dining room or the sitting room. This is a kind of deliberation after which the thief reaches his conclusion. This deliberation is vicára and not viveka. Viveka is that kind of deliberation where there is a conscious endeavour to decide in favour of shreya (benevolence) when confronted with the two opposing ideas of shreya and preya (malevolence). Viveka is of five types, and their collective name is viveka paiṋcaka. The first type is nityánitya viveka (discrimination between permanent and impermanent). Whenever an intelligent person ponders over something, he or she discerns its two aspects – the permanent and the impermanent. The attempt to accept the permanent aspect after due deliberation is called nityánitya viveka. The permanent is not dependent on the relative factors of time, space and person, whereas the impermanent is the collectivity of the relative factors. The best way to recognize the impermanent is that if one of the three relative factors is changed it will undergo an immediate transformation. Nityánitya viveka enables human beings to realize the necessity of observing dharma. It helps them to understand the fundamental differences between dharma and religion, or doctrine. Religion is something entirely relative whereas dharma is a permanent truth. The first characteristic of religion is that it gives excessive importance to a single individual. Different regions claim that such-and-such great personality (mahápuruśa) is a son of God, a prophet, or even God himself. However wise these great persons might be, they are nevertheless mortal. Some also claim that the propounders of other religions could not come as close to God as their own propounder did. These words are not only irrational, but contain a concealed attempt to make the impermanent permanent. Dharma is an eternal truth credible and does not depend on any individual, prophet or avatára (direct descent of God) for its substantiation. The goal of dharma is the attainment of Brahma; its base and its movement are Brahma-centered. Brahma is the Absolute Entity independent of time, space and person; He is permanent. Brahma sádhaná, therefore, is the sádhaná for the attainment of the permanent entity. Through nityánitya viveka, human beings become aware of the fleeting nature of transient objects. They observe that with change in time, place and person, corresponding changes occur in social, political, economic, and all other spheres of life take to which they have to adapt themselves. Those who are reluctant to adapt themselves to the changed circumstances are doomed to destruction. A religion or an “ism” is created in a certain age which itself is a product of the three factors of time, place and person. However, the religion does not recognize the necessity of adjustment with the change in social life. It refuses to realize that the old rules and regulations of the previous age are now only mere historical records, having lost their relevance in the present dynamic society. To stifle the progress of humanity, the followers of these religions play on human sentiments and other weaknesses. They want to perpetuate the hold of the vested interests by infusing an inferiority complex into the human mind. While preaching their religious ideas, some claim that the social, economic and political systems were direct creations of God and hence destined to be observed in all ages and all times with equal veneration. They pronounce that those who refuse to follow this divine decree will be doomed to burn in the scorching heat of God’s wrath, or dammed to suffer eternal hell-fire. To deny people the scope of verifying the rationality of different scriptures they declare that such-and-such scriptures are infallible and so nobody has the right to question their veracity. If the philosophical texts contradict the scriptures, then their propounders will be declared as atheists. So it is seen that in the absence of nityánitya viveka the propounders of religion want to thwart the intellectual progress of human society at large. They knowingly refuse to understand that any observation regarding the spatial, temporal and personal factors, from whatever person it might come, is bound to lose its relevance in a transformed situation. Through nityánitya viveka try to understand what is permanent and what is impermanent. You will certainly realize that no scripture is a revelation of God; that everything in this world created by time, space and individuality is transient phenomenon. For the transient body and the transient mind one cannot deny the necessity of transient mundane objects. Though these things are necessary, they are still transient. In the introversive phase of the cosmic imagination, intellectual progress of human beings is bound to take place and consequently their control over matter will gradually increase. In the process of further intellectual development, the old ideas and values of the undeveloped life will become outdated. You must have noticed that people with old, outdated ideas very often lament that the present younger generation has no spiritual inclination whatsoever. “Everything is lost,” they lament. Perhaps they do not understand, or maybe knowingly refuse to believe that scientific knowledge is increasing, dramatically. Modern youth is becoming acquainted with newer inventions and discoveries. They are learning about many new things and accepting them from the core of their hearts. As a result, the intellectual backwardness of the past seems to be totally absurd to them. The more scientific knowledge they acquire (in the Pratisaiṋcara movement of the Cosmic cycle they will certainly advance) the more they will try to liberate themselves from the noose of religion and “isms”, and the further they will advance along the path of dharma directly, scientifically and supported by rational judgment. Are the proponents of isms not aware of this fact? They are well aware and that is why they deliberately criticize material science at every opportunity. But this sort of criticism does not impress intellectual people. It is not enough to equate the so-called religious scriptures with transient philosophy. Rather, these scriptures are [even inferior to the] material science. Although the material sciences are still imperfect from the ideological and practical point of view, they do not stifle the scientific progress of humanity; though they do stifle subtle intellectual and spiritual progress. But the conniving religious theologies seek to shackle peoples’ feet, making them as static as static as birds sitting on a perch in a cage. Too often they are satisfied with the amount of scientific progress they inherit and do not care for further development. To them molasses is sacred whereas sugar made at the mill is unholy because it is a product of science. To them bullock carts and rowing boats are sacred whereas trains and steamers are unholy because they, too, are the products of science. And yet, if these proponents of religion think a little deeper, they will realize that both molasses and sugar are products of science. The age of molasses was an age of undeveloped science. Sugar was a product of a comparatively developed age. We cannot advise today’s human beings to go back to the age of candles and oil lamps neglecting the electric light. But some religions impart such teachings. Human beings will have to understand the proper spirit of nityánitya viveka and adjust themselves with the prevailing age. They will have to accept without reservation the situation of the particular age they are born into. It would not do to waste one’s time in unnecessarily gloating over the past. Nityánitya viveka is an inseparable part of the practice of dharma. Dharma lays down clear guidelines for moving ahead in perfect adjustment with the prevalent situation. Dharma is the throbbing vital faculty of living beings. In dharma there is no scope for the accumulated inertness of staticity. Brahma alone is an Eternal Entity, and the sádhaná of Brahma is the real practice of dharma. The ritualistic observances centred around the spatial and temporal factors cannot help in attaining the Eternal Entity, Parama Brahma. The sustained effort for psychic purification is the only means to become one with Him. People who observe ostentatious rituals after indulging in various antisocial activities may be seen as righteous people from the religious point of view, but if they are tested in the touchstone of dharma their sinful nature will be revealed. As religions are dependent upon various changing factors, they differ widely from one another. They criticize and mock each other, exaggerating the other’s defects and refusing to acknowledge the other’s positive qualities. As they have no Eternal Entity as their goal, they are influenced more by allegiance to their own sect than by any love for humanity. But real dharma teaches that all living beings of the universe belong to one family; all are bound by the common touch of fraternity. The entire universe is everyone’s homeland, and all the animate and inanimate entities are the various expressions of one and the same Supreme being. Hararme Pitá Gaorii Mátá svadesha bhuvanatrayam. [Parama Puruśa is my Father, Parama Prakrti is my Mother, and the entire universe is my home.] But strangely enough, many religions teach the opposite. They proclaim the exclusive greatness of a particular country, race, mountain or river. But in dharma there is no scope for intolerance, for Dharma is based on the solid foundation of vigour derived from universal love. The goal of religion is a non-integral entity and as such there remains a narrow outlook. The goal of dharma, however, is infinite Brahma. So the pursuit of dharma increasingly expands one’s vision. Sometimes a kind of alliance is noticed between religions but that is entirely an external alliance. The talk of synthesis of religions is totally absurd; it is merely an apparent show of honesty and grandiloquence to hoodwink the common people. Dharma is always singular in number, and never plural. So there is no question of religious synthesis in dharma. Religion is always plural in number – never singular. The synthesis of religions means their annihilation. Where impermanent entities are worshipped as the goal through various ritualistic paraphernalia, there is no scope for synthesis. Religion is practiced for the fulfilment of mundane aspirations. This is the reason why a class of clergymen emerged centring around the religion. Ultimately the adherents of these religions become mere tools in the hands of vested interests. With the awakening of nityánitya viveka in human minds and the opening of the door of scientific knowledge, it will not be possible to deceive the people in the name of religion or by holding out the lure of happiness in the next world. The vested interests are quite aware of this fact and hence strive to keep the masses lost in the darkness of ignorance. Like parasites, they manoeuvre themselves to misappropriate, by injecting fear and inferiority complexes, a lion’s share of what the ignorant masses earn with their sweat and blood. Religious exploiters maintain an unholy alliance with the capitalistic exploiters. With hands upraised, a religious preceptor blesses the wealthy merchants for their future prosperity but refuses to see the faces of his poor disciples who fail to provide handsome prańámii (a fee for the priest’s blessing). You will notice that in many religions mythological stories and fables are given more importance than science and rational ideas because they contain ample scope for exploitation of human weaknesses. But in scientific and rational analyses, there is no scope for exploitation. If you consider yourself a Bráhmin by caste, then you will have to admit indirectly that the Bráhmins had their origin from the mouth of a god named Brahma. But will your scientific intellect agree to this sort of irrational interpretation? Likewise, if you consider your self as a warrior (kśatriya) or a merchant (vaeshya) or a labourer (shúdra), then you will have to accept that you were born of Brahma’s hands, thighs or legs. Anthropology, archaeology and human history can not accept these absurd notions. But the adherents of so many religions have to conform, more or less, to some mythological stories, which are totally contrary to science. By developing nityánitya viveka you will be able to clean your mind of the garbage caused by such superstitions with little effort. Nityánitya viveka teaches that the entities which are dependent on time, place and person are all transient. The only entity beyond the scope of time, place and person, is Paramátma, so He is the Eternal one, Nityaḿ Vastrekaḿ Brahma. The second type of viveka paiṋcaka is dvaetádvaeta viveka. Through dvaetádvaeta viveka one gains the capacity to analyse whether the eternal entity is one or more than one and come to a conclusion accordingly (dvaeta means dualistic and advaeta means non-dualistic). There cannot remain any svagata, svajátiiya and vijátiiya differentiation in the entity which is beyond time, space and person. So it is not possible for the Eternal Entity to be more than one. Various beliefs about the so-called gods – that one god defeated another in battle, but was later harmed enormously by his adversary’s wrathful vengeance; that a certain god spreads or cures a certain disease; and that another god distributes wealth or learning – are contrary to Dvaetádvaeta Viveka. In spiritual practice nityánitya viveka is not enough, Dvaetádvaeta viveka is also necessary. For success in spiritual practice both nityánitya viveka and dvaetádvaeta viveka are indispensable. They enable people to realize that all the objects bound by time, space and individuality are transient while the Entity beyond the periphery of time, space and individuality is permanent; It is one without a second. The third type of conscience is átmánátma viveka (literally self-non-self conscience). The role of this type of conscience is to analyse whether the Permanent, Non-dualistic Entity is Consciousness (Átmabháva) or non-consciousness (anátmabháva). Everything in this universe is a metamorphosed form of Consciousness. This metamorphosis takes place due to the influence of static principle. The creation of the world of forms by the static principle continues as a result of the changes in the flow of endless waves. Forms are the expressions of the formless due to the influence of the static Prakrti. So Consciousness, in the process of crudification, is turned into solid matter and takes the form of a perceptible object, relinquishing its original quality of witness-ship. That is, Consciousness (Átmabháva) becomes metamorphosed into non-consciousness (anátmabháva). From mind to solid matter there is the domination of non-consciousness and hence the existence of the three factors: knower, knowledge, and knowable. When spiritual aspirants apply átmánátma viveka they can easily discern these three factors and come to the realization that all the three are changeable and perceptible and hence non-consciousness by nature. And the entity which is above these three factors, which is One without a second, which is the Witnessing Entity, is nothing but Consciousness. In the mundane world people run after money. What is the nature of this money? Money is important to buy crude physical objects. It is not a conscious entity; it is non-consciousness. Its necessity is felt by the unit mind. Money is knowable and enjoyable, and the pleasure derived from money is enjoyment. But, being non-consciousness, it cannot be the cause of unlimited happiness. Yet people will do almost anything to attain money: bribery, murder, adulteration, black marketing, hypocrisy and so on. Such people are the worshipers of non-consciousness, investing all their vital energy in the pursuit of matter. Apply átmánátman viveka in all action and all thoughts. Atmánátma viveka has a greater importance in the field of action than dvaetádvaeta viveka. If you utilize it as an indispensable part of your daily life, the true form of the universe will appear before you. Of course, this will never happen if one harbours sinful thoughts while pretending to be righteous. Átmánátman viveka will teach you that the Singular Eternal Entity in the form of Consciousness should be your only object of ideation. You will see the colours of religion fade before your eyes as the pure white effulgence of dharma shines with ever-increasing brilliance. All the “isms” prevalent in today’s world can easily be included in the category of religions. All the defects of religions exist in the “isms” too. None of the political, social or economic “isms” are free from superstition none are straightforward; all are full of rampant hypocrisy. In all “isms”, doctrines and religions, the scriptural authority is supreme. There is no scope for the functioning of the five types of conscience, no place for service, love or devotion. With the help of falsehood and immorality, these “isms,” doctrines and religions slander and make accusations against each other. They make attractive promises to the people while hiding their own internal sins. In fact, false piety is not the path of dharma, leading to welfare, but the opposite of dharma, the negation of welfare. They can be likened to asses wearing lion skins: take away the lion skins and their their true form will be revealed. They have no other purpose than to grab votes and usurp power. The mentality to grab the votes first and then serve the people is not the true spirit of selfless social service; rather, it is the mentality of power craving materialists. You will have to advance with the true spirit of genuine social service, because the very characteristic of dharma is to promote the cause of welfare. Dharma and welfare are inseparable. Religion and intolerance have created enormous harm in the world, have caused torrents of blood to stain the rivers red. In the present twentieth century, religions have assumed the form of “isms”. The people of medieval times fought among the clans and communities, and the people of today are fighting over their “isms”. Just as religions did in the past, the “isms” are criticizing each other today, betraying their spirit of intolerance as they try to gag each other’s voices. It seems that they have no other goal than carping, criticizing, and slandering each other. They are befooling the ignorant masses by painting rosy pictures of service, peace and happiness. On the other hand they themselves are going far away from the path of selfless service and welfare. To emancipate the masses from the unhealthy influence of “isms” there is no other way than universalism. Only universalism is free from the defects of any narrowisms because every thing of this entire universe comes within its vast periphery. It is only with the help of átmánátma viveka that the human beings can emerge from the mire of the present century and move towards universalism with firm steps. By virtue of átmánátma viveka people can realize that Brahma is the Eternal Singular Entity, pure Consciousness. The fourth type of conscience is paiṋcakośa viveka (the conscience of paiṋcakośas or five layers of existence). People sometimes mistake the different layers of their existence to be unit consciousness. With the help of paiṋcakośa viveka people can easily discern that the annamaya kośa (physical body), kamamaya kośa (crude mind) manomaya kośa (subtle mind), atimanas, vijiṋánamaya, and hiranyamaya kośas(causal mind) are separate layers, and that Consciousness is above all five kośas. Spiritual sádhaná means ideation on one’s own consciousness beyond these kośas and not ideation on any of the kośas themselves. Through knowledge one must analyse and stop worshipping these kośas. Movement towards consciousness is the real spirit of sádhaná. It is not possible to follow the spiritual cult without properly cultivating paiṋcakośa viveka. Take for example the case of a major problem in society – the problem of food and clothes. Food and clothes are essential for the preservation of human existence, but they are not the goal of life. They are necessary for the physical body (annamaya kośa), and to some extent for other kośas too, but they are not everything. With them it is not possible to achieve complete mundane fulfilment. To attain supreme benevolence the microcosmic entity consisting of the five kośas is a necessity, and for that there is the need of food and clothes. But the struggle for procuring food and clothes is only a crude stage of sádhaná not the final and absolute one. Those whose entire sádhaná is employed only for procuring food and clothes can hardly be called human beings; they are better described as undeveloped animals. Mahávákya viveka, the fifth stage of conscience, is the resultant of the other four. The first four types of conscience help a sadhaka to realize that the Eternal Entity, Brahma, is One without a second, Consciousness personified, and the knower of the five kośas. Mahávákya viveka teaches human beings that He is not attainable through mere knowledge. To liberate the consciousness from these five kośas, action and devotion are indispensable. Those who think that He is attainable through the cult of knowledge alone are mistaken. By cultivating the first four types of conscience a person of knowledge may become established in mahávákya viveka. At that stage he or she realizes that the mere pursuit of knowledge cannot bring paramártha (the means of attaining the supreme goal). He or she then understands that the knowledge already acquired is not true knowledge because it leads to vanity. If ignorant people want to acquire more knowledge they should be encouraged to do so. But if so-called intellectuals (jiṋániis), puffed up with the vanity of knowledge, want to attain more knowledge they should be told to perfect the cult of action and devotion first, thereby smashing their vanity. So let the jiṋánii tell the masses that Brahma is attainable only through self surrender, proper questioning and selfless service. Pránipátena, pariprashnena, sevayá. Keep serving the people, and as you render service ascribe Brahmahood to those you are serving. Try to make them happy with all the sweetness of your heart. Help others with the true spirit of service, not with the intention of propagating your self or group interests or any “ism” you may adhere to. Think that the Supreme Entity has come to you in the form of needy people to test your sense of duty. This sort of selfless service is karma yoga. Your only motivation for service should be to promote the welfare of suffering people. Those who serve the poor in order to convert them in some way, or those political opportunists who serve them to get their votes with a view to becoming ministers, are not the true benefactors of human society, but the devious traders. Along with service, spiritual aspirants should also cultivate pariprashnena (proper questioning). When a spiritual aspirant follows the path of the spirituality, so many questions, doubts, and confusions arise in the mind. Pariprashnena is asking questions to the right people who will provide appropriate answers to help one solve any problem one may encounter on the spiritual path. This permits one to advance more rapidly towards the spiritual goal. Through the cultivation of the five stages of conscience all questions are easily answered. One who does not follow the spiritual path, or one who does not develop the five-fold conscience, remains constantly preoccupied with the material objects of enjoyment. Together with selfless service and proper questioning, prańipátena, or complete surrender, is also essential. Cultivate knowledge and render service unto others to the best of your capacity, but do not think that this will suffice; for your small-I still exists. You must surrender your small I to the Cosmic I: this is the spirit of pranipátena. That is why it is said that the five types of conscience attain their consummation through jiṋána yoga, karma yoga and bhakta yoga. So, the five types of conscience begin with nityánitya viveka and terminate in devotion. The sphere of knowledge is vast, yet it is as arid as a desert: the sphere of action starts from a point of timelessness, yet it cannot transcend the barriers of time. Devotion brings abundance, enrichment, effulgence and dynamism. Devotion is the most valuable treasure of human life because it supplies endless vitality. Bhaktirbhagavato sevá bhaktih premasvarúpińiih, Bhaktirándarúpá ca bhaktih bhaktasya jiivanam.

Shrii Shrii Ánandamúrti                           16 December 1957 DMC, Begusarai,INDIA.

OS CINCO TIPOS DE CONSCIÊNCIA - VIVEKA

Viveka (consciência) é um gênero especial de deliberação. A deliberação (vicára) é o empenho de selecionar-se uma idéia particular dentre várias idéias. Se uma pessoa em particular for apresentada a você como sendo um criminoso, então existem duas idéias opostas perante você: a culpa do homem ou a sua inocência. O processo pelo qual chega-se a uma conclusão após deliberar sobre essas duas idéias opostas é chamado de vicára. Quando você finalmente toma a sua decisão, isto é chamado de siddhánta(conclusão). A consciência (viveka) é definida como um tipo especial de vicára (deliberação). A denotação devicára é mais ampla do que a de viveka. Um ladrão, ao entrar na casa da sua vítima, considera se seria melhor começar roubando a sala de jantar ou a sala de estar. Isto é um tipo de deliberação – após o qual o ladrão chega à sua conclusão. Esta deliberação é vicára, mas não viveka. Viveka é aquele gênero de deliberação em que há um empenho consciente de tomar-se uma decisão em favor de shreya (benevolência) quando se está confrontado com as duas idéias opostas de shreya e preya(malevolência). Existem cinco tipos de viveka, e o nome coletivo deles é viveka paiňcaka. Nityánitya viveka O primeiro tipo é nityánitya viveka (a discriminação entre o permanente e o impermanente). Sempre que uma pessoa inteligente pondera sobre alguma coisa, ele ou ela discerne os seus dois aspectos: o permanente e o impermanente. A tentativa de aceitar o aspecto permanente depois de uma deliberação apropriada é chamada de nityánitya viveka. O permanente não depende dos fatores relativos de tempo, espaço e pessoa, enquanto que o impermanente é a coletividade desses fatores relativos. A melhor maneira de reconhecer algo impermanente é que, se um dos três fatores relativos for mudado, aquilo irá sofrer uma transformação imediata. Nityánitya viveka capacita os seres humanos a entenderem a necessidade de seguirem o Dharma. Ela os ajuda a compreenderem as diferenças fundamentais entre Dharma e religião, ou doutrina. Religião é algo inteiramente relativo, enquanto que Dharma é uma verdade permanente. A primeira característica da religião é que ela dá importância excessiva a um único indivíduo. Diferentes religiões afirmam que tal e tal grande personalidade (mahápuruśa) é um filho de Deus, um profeta, ou até o próprio Deus. Não importa quão grandes essas pessoas possam ter sido – mesmo assim elas são mortais. Existem também algumas pessoas que afirmam que os proponentes de outras religiões não chegaram tão próximo de Deus quanto o proponente da religião delas. Essas palavras não são apenas irracionais, mas contêm uma tentativa oculta de fazer com que o impermanente pareça ou torne-se permanente. Dharma é uma verdade eterna que se pode conceber, e que não depende de qualquer indivíduo, profeta ou avatára (descendente direto de Deus) para a sua consolidação. O objetivo do Dharma é atingir-se Brahma; a sua base e o seu movimento são centrados em Brahma. Brahma é a Entidade Absoluta – a qual independe de tempo, espaço e pessoa. Ela é permanente. A sádhaná deBrahma é, portanto, a sádhaná para alcançar-se a entidade permanente. Através de nityánitya viveka os seres humanos ficam cientes da natureza fugaz dos objetos transitórios. Eles observam que com mudanças de tempo, espaço e pessoa ocorrem mudanças correspondentes na sociedade, na política, na economia e em todas as outras esferas da vida, às quais eles têm de se adaptar. Aqueles que relutam em adaptar-se às circunstâncias modificadas estão fadados à destruição. Uma religião ou um “ismo” é criado em uma certa época, sendo em si mesma um produto dos três fatores de tempo, lugar e pessoa. Contudo, a religião não reconhece a necessidade de ajustamento com as mudanças na vida social. Ela se recusa a entender que as velhas regras e regulações da época anterior são agora apenas registros históricos que perderam a sua relevância na sociedade dinâmica atual. Para enrijecer o progresso da humanidade, os seguidores dessas religiões mexem com os sentimentos humanos e outras fraquezas. Eles almejam perpetuar o domínio de interesses escusos pela infusão de complexos de inferioridade na mente humana. Enquanto pregam suas idéias religiosas, alguns afirmam que os seus sistemas sociais, econômicos e políticos foram criações diretas de Deus – e que, portanto, estão destinadas a serem seguidas em todas as épocas e em todos os tempos com igual veneração. Eles asseveram que aqueles que recusarem-se a seguir esse decreto divino serão condenados a queimarem no calor ardente da ira de Deus, ou serão amaldiçoados a sofrerem no fogo do inferno pela eternidade. Para impedir que as pessoas tenham a chance de verificarem a racionalidade de diferentes escrituras, eles declaram que tais e tais escrituras são infalíveis e que, portanto, ninguém tem o direito de questionar a sua veracidade. Se os textos filosóficos contradisserem as escrituras, então os proponentes dos mesmos serão declarados como ateístas. Vê-se assim que, na ausência de nityánitya viveka, os proponentes das religiões querem deter o progresso intelectual da sociedade humana em geral. Eles conscientemente recusam-se a entender que qualquer observação com relação aos fatores espacial, temporal e pessoal, de qualquer pessoa que seja, está fadada a perder sua relevância em uma situação diferente. Através de nityánitya viveka, tentem entender o que é permanente e o que é impermanente. Vocês certamente irão compreender que nenhuma escritura é uma revelação de Deus; pois tudo neste mundo criado por tempo, espaço e individualidade é um fenômeno transitório. Não se pode negar a necessidade de objetos mundanos transitórios para um corpo transitório e para uma mente transitória. Mas, mesmo que essas coisas sejam necessárias, ainda assim elas são transitórias. Na fase introversiva da imaginação cósmica (1), o progresso intelectual dos seres humanos está fadado a acontecer e, consequentemente, o controle deles sobre a matéria gradualmente irá aumentar. No processo de ampliar o desenvolvimento intelectual, as velhas idéias e valores da vida subdesenvolvida ficarão ultrapassados. Você já devem ter notado que pessoas com idéias velhas, obsoletas, muito comumente lamentam-se de que a presente geração mais jovem não tem nenhuma inclinação espiritual. “Tudo está perdido”, elas lamentam. Talvez elas não compreendam, ou talvez conscientemente recusem-se a acreditar que o conhecimento científico esteja aumentando, e dramaticamente. A juventude moderna está se familiarizando com invenções e descobertas mais novas. Esses jovens estão aprendendo muitas coisas novas e aceitando-as do fundo dos seus corações. Como resultado, o atraso intelectual do passado parece totalmente absurdo para eles. Quanto mais conhecimento científico eles adquirem (no movimento de Pratisaiňcara do ciclo cósmico, eles certamente irão avançar), tanto mais eles irão tentar libertar-se do garrote da religião e de “ismos”, e assim avançarão mais adiante no caminho do Dharma – diretamente e cientificamente apoiados pelo julgamento racional. Será que os proponentes de ismos não estão cientes desse fato? Eles sabem muito bem, e é por isso que eles deliberadamente criticam a ciência material sempre que podem. Mas esse tipo de criticismo não impressiona as pessoas intelectuais. Não é suficiente igualar as escrituras assim-chamadas religiosas com a filosofia transitória. Em vez disso, essas escrituras são [até mesmo inferiores que] a ciência material. Mesmo que as ciências materiais ainda sejam imperfeitas dos pontos-de-vista ideológico e prático, elas não impedem o progresso científico da humanidade – apesar de que engessam o progresso intelectual sutil e espiritual. Mas as [coniventes] teologias religiosas [conspiradoras/em conluio] querem prender os pés das pessoas, fazendo-as ficarem tão estáticas quanto pássaros sentados em um poleiro numa gaiola. Com excessiva frequência tais pessoas [religiosas] ficam satisfeitas com a quantidade de progresso científico que elas herdaram, e não se preocupam com seu desenvolvimento posterior. Para elas, melado é sagrado, enquanto que o açúcar feito numa usina é profano porque é um produto da ciência. Para elas, carros de boi e botes a remo são sagrados, enquanto trens e barcos a vapor são profanos também porque são produtos da ciência. Mas mesmo assim, se esses proponentes da religião pensarem um pouco mais profundamente, eles vão entender que tanto o melado quanto o açúcar [industrializado] são produtos da ciência. A época do melado foi uma época de ciência subdesenvolvida. O açúcar [industrializado] foi produto de uma época comparativamente mais desenvolvida (2). Não podemos aconselhar os seres humanos de hoje em dia a voltarem à idade das velas e dos lampiões a óleo e negligenciarem a luz elétrica. Mas algumas religiões difundem tais ensinamentos. Os seres humanos terão de entender o espírito correto de nityánitya viveka e ajustarem-se à era prevalecente. Eles terão de aceitar sem reservas a situação da época particular na qual nasceram. Não servirá de nada desperdiçar o próprio tempo debochando do passado. Nityánitya viveka é uma parte inseparável da prática do Dharma. O Dharma estabelece diretrizes claras para que se avance em perfeito ajustamento com a situação prevalecente. O Dharma é a faculdade vital pulsante dos seres vivos. No Dharma, não há lugar para inércias acumuladas da estaticidade. Somente Brahma é uma Entidade Eterna, e a sádhanáde Brahma é a prática verdadeira do Dharma. As regulações ritualísticas centradas em torno dos fatores espacial e temporal não podem ajudar na realização da Entidade Eterna, Parama Brahma. O esforço continuado de purificação psíquica é a única maneira de se tornar uno com Ele. Pessoas que seguem rituais ostentatórios depois de indulgirem em atividades antisociais variadas podem ser vistas como pessoas corretas do ponto-de-vista religioso, mas se elas forem testadas pelo padrão de medida do Dharma, as suas naturezas pecaminosas serão reveladas. Como as religiões dependem de vários fatores que passam por mudanças, elas diferem amplamente umas das outras. Elas criticam e zombam umas das outras, exagerando os defeitos das outras e recusando-se a reconhecer as qualidades positivas delas. Como elas não têm uma Entidade Eterna como a meta delas, elas são influenciadas mais pelas alianças entre os membros da sua própria seita do que por qualquer amor pela humanidade. Mas o verdadeiro Dharma ensina que todos os seres vivos do universo pertencem a uma única família; todos estão ligados pelo toque comum da fraternidade. O universo inteiro é o lar de cada um, e todas as entidades animadas e inanimadas são as expressões diversas de um único e mesmo Ser Supremo. Hararme Pitá Gaorii Mátá svadesha bhuvanatrayam. [Parama Puruśa é o meu Pai, Parama Prakrti é a minha Mãe, e o universo inteiro é o meu lar.] Mas, muito estranhamente, muitas religiões ensinam o oposto. Elas proclamam a grandeza exclusiva de um país, raça, montanha ou rio particulares. Mas no Dharma não há espaço para intolerância, pois o Dharma baseia-se na fundação sólida do vigor que deriva do amor universal. A meta da religião é uma entidade não-integral, e portanto resulta uma perspectiva estreita. A meta do Dharma, entretanto, é o Brahma infinito. Portanto, ao seguir-se o Dharma, a visão da pessoa progressivamente se amplia. Algumas vezes nota-se um tipo de aliança entre as religiões, mas trata-se de uma aliança inteiramente externa. A conversa de síntese das religiões é totalmente absurda; trata-se meramente de uma demonstração aparente de honestidade e de grandiloquência para ludibriar as pessoas comuns. O Dharma sempre é singular em número, jamais plural. Portanto, não surge a questão de síntese religiosa no Dharma. As religiões são sempre em número plural – jamais singular. A síntese das religiões significa a aniquilação delas. Onde quer que entidades impermanentes sejam adoradas como meta através de parafernálias ritualísticas variadas, não há espaço para síntese. A religião é praticada para a satisfação de aspirações mundanas. Essa é a razão de por que uma classe de clérigos formou-se em torno da religião. Por fim, os adeptos dessas religiões tornam-se meros instrumentos nas mãos de interesses escusos. Como o despertar de nityánitya viveka nas mentes humanas, e com a abertura da porta do conhecimento científico, não será possível enganar as pessoas em nome da religião ou lançando-se a isca da felicidade no mundo do além. Os interesses escusos estão bem cientes deste fato e portanto esforçam-se para manter as massas perdidas na escuridão da ignorância. Como parasitas, eles movimentam-se para apropriarem-se indevidamente – injetando complexos de medo e de inferioridade – da fatia do leão daquilo que as massas ignorantes adquirem com seu suor e sangue Exploradores religiosos mantêm uma aliança profana com os exploradores capitalistas. Com as mãos erguidas, um preceptor religioso abençoa os ricos mercadores para terem prosperidade no futuro, mas recusa-se a olhar para os rostos dos seus discípulos pobres que não conseguem dar-lhe um generoso prańámii (um tributo para a benção do padre). Vocês irão perceber que em muitas religiões dá-se mais importância a estórias e fábulas mitológicas do que à ciência e a idéias racionais, porque elas contém amplo espaço para a exploração das fraquezas humanas. Mas nas análises científicas e racionais, não há espaço para exploração. Se você se considera como sendo da casta brâmane, então você terá de admitir, indiretamente, que os brâmanes originaram-se da boca de um deus chamado Brahma. Mas será que o seu intelecto científico irá concordar com esse tipo de interpretação irracional? Analogamente, se você se considera como um guerreiro (kśatriya) ou um mercador (vaeshya) ou um trabalhador (shúdra), então você terá de aceitar que você nasceu das mãos, coxas ou pernas de Brahma. A antropologia, a arqueologia e a história humana não podem aceitar tais noções absurdas. Mas os adeptos de tantas e tantas religiões têm de se conformar, mais ou menos, com algumas estórias mitológicas, que são totalmente contrárias à ciência. Ao desenvolver nityánitya viveka você será capaz de limpar a sua mente do lixo causado por tais superstições com pouco esforço. Nityánitya viveka ensina que as entidades que dependem de tempo, espaço e pessoa são todas transitórias. A única entidade além do escopo de tempo, espaço e pessoa é Paramátma, e portanto Ele é o Eterno, Nityaḿ Vastrekaḿ Brahma. Dvaetádvaeta viveka O segundo tipo de viveka paiňcaka é dvaetádvaeta viveka. Através de dvaetádvaeta viveka a pessoa adquire a capacidade de analisar se a entidade eterna é uma ou mais de uma, e chegar a uma conclusão correspondente (dvaeta significa dualístico e advaeta significa não-dualístico). Não pode haver nenhuma diferenciação de svagata, svajátiiya e vijátiiya na entidade que está além detempo, espaço e pessoa (3). Portanto, não é possível que a Entidade Eterna seja mais que uma. Diferentes crenças sobre os assim-chamados deuses – de que um deus derrotou outro em uma batalha, mas depois foi profundamente ferido pela vingança irada do seu adversário; que um certo deus espalha ou cura uma certa doença; e que outro deus distribui riqueza ou ensinamentos – são contrários advaetádvaeta viveka. Na prática espiritual, nityánitya viveka não é suficiente: dvaetádvaeta viveka também é necessária. Para obter-se sucesso na prática espiritual, tanto nityánitya viveka quantodvaetádvaeta viveka são indispensáveis. Elas capacitam as pessoas a perceberem que todos os objetos circunscritos a tempo, espaço e individualidade são transitórios, enquanto que a Entidade que está além da periferia de tempo, espaço e individualidade é permanente. Ela é única sem haver outra [una sem uma segunda]. Átmánátma viveka O terceiro tipo de consciência é átmánátma viveka (literalmente consciência de eu e não-eu). O papel desse tipo de consciência é analisar se a Entidade Permanente, Não-dualística, é Consciência (Átmabháva) ou não-consciência (anátmabháva). Tudo neste universo é uma forma metamorfoseada da Consciência. Essa metamorfose ocorre devido à influência do princípio estático. A criação do mundo das formas pelo princípio estático continua como resultado das mudanças no fluxo de ondas infindáveis. As formas são expressões daquilo que não tem forma devido à influência da Prakrti estática (4). Portanto, a Consciência, no processo de crudificação, transforma-se em matéria sólida e assume a forma de um objetivo perceptível, ficando desprovida da sua qualidade original de entidade testemunhal. Ou seja, a Consciência (Átmabháva) torna-se metamorfoseada em não-consciência (anátmabháva). Da mente até a matéria sólida há a dominação da não-consciência e consequentemente a existência de três fatores: o conhecedor, o conhecimento e o que pode ser conhecido. Quando aspirantes espirituais aplicam átmánátma viveka, eles podem facilmente discernir esses três fatores e chegar ao entendimento de que todos os três são mutáveis e perceptíveis, e consequentemente que são por natureza não-consciência. E a entidade que está acima desses três fatores, que é Una sem uma segunda, que é a Entidade Testemunhal, não é outra que não a Consciência. Na realidade mundana as pessoas correm atrás de dinheiro. Qual é a natureza desse dinheiro? Dinheiro é importante para se comprar objetos físicos grosseiros. Ele não é uma entidade consciente; ele é não-consciência. A sua falta é sentida pela mente unitária. O dinheiro pode ser conhecido e desfrutado, e o prazer derivado do dinheiro é o desfrute. Mas, sendo não-consciência, ele não pode ser a causa de felicidade ilimitada. Mesmo assim, as pessoas farão quase qualquer coisa para conseguir dinheiro: suborno, assassinato, adulteração, contrabando, hipocrisia e assim por diante. Tais pessoas são adoradoras da não-consciência, investindo toda a sua energia vital na busca de matéria. Apliquem átmánátma viveka em todas as ações e em todos os pensamentos. No campo da ação, átmánátma viveka tem uma importância maior do que dvaetádvaeta viveka. Se vocês a utilizarem como uma parte indispensável da sua vida diária, a verdadeira forma do universo irá aparecer diante de vocês. É claro que isto jamais acontecerá se uma pessoa mantiver pensamentos pecaminosos enquanto finge ser correta. Átmánátma viveka irá lhes ensinar que a Entidade Eterna Singular na forma da Consciência deveria ser o seu único objeto de ideação. Vocês verão as cores da religião desvanecerem diante dos seus olhos, na medida em que a pura efulgência branca do Dharma reluzir com brilho cada vez maior. Todos os ismos prevalecentes no mundo hoje em dia podem facilmente ser incluídos na categoria das religiões. Todos os defeitos das religiões também encontram-se nos “ismos”. Nenhum dos “ismos” políticos, sociais ou econômicos está livre de superstições – nenhum possui retidão; todos estão cheios de excessiva hipocrisia. Em todos os “ismos”, doutrinas e religiões, a autoridade das escrituras é suprema. Não há espaço para o funcionamento dos cinco tipo de consciência, não há lugar para serviço, amor ou devoção. Com o apoio da falsidade e da imoralidade, esses “ismos”, doutrinas e religiões caluniam e fazem acusações umas contra as outras. Elas fazem promessas atraentes para as pessoas enquanto escondem os seus próprios pecados internos. Na verdade, falsa piedade não é o caminho do Dharma, o qual leva ao bem-estar, mas o oposto do Dharma, a negação do bem-estar. Elas podem ser comparadas a asnos em peles de leão: tire as peles de leão e a verdadeira forma delas será revelada. Elas não têm outro propósito do que o de conseguirem votos e usurparem o poder. A mentalidade de primeiro conseguir os votos e depois servir as pessoas não é o verdadeiro espírito do serviço social desinteressado; em vez disso, é a mentalidade de materialistas sedentos de poder. Vocês terão de avançar com o verdadeiro espírito do serviço social genuíno, porque a característica intrínseca do Dharma é de promover a causa do bem-estar. Dharma e bem-estar são inseparáveis. A religião e a intolerância causaram enorme dano ao mundo; fizeram com que correntes de sangue manchassem os rios de vermelho. No século vinte, as religiões assumiram a forma de “ismos” (5). As pessoas dos tempos medievais faziam lutas entre seus clãs e comunidades, e as pessoas de hoje em dia estão lutando por seus “ismos”. Assim como as religiões no passado, os “ismos” estão criticando uns aos outros, revelando o seu espírito de intolerância ao tentarem calar as vozes uns dos outros. Parece que eles não têm outro objetivo além de reclamar, criticar e caluniar uns aos outros. Eles estão enganando as massas ignorantes ao pintarem um quadro cor-de-rosa de serviço, paz e felicidade. Por outro lado, eles mesmos estão rapidamente se afastando do caminho do serviço altruísta e do bem-estar. Para emancipar as massas da influência doentia dos “ismos” não há alternativa além do universalismo. Somente o universalismo está isento dos defeitos de quaisquer estreitismos, porque toda e cada coisa deste universo inteiro encontra um lugar dentro da sua vasta periferia. Somente com a ajuda de átmánátma viveka é que os seres humanos conseguirão sair do atoleiro desse século vinte e mover-se em direção ao universalismo com passos firmes. Por mérito de átmánátma viveka, as pessoas poderão compreender que Brahma é a Entidade Singular Eterna, pura Consciência. Paiňcakośa viveka O quarto tipo de consciência é paiňcakośa viveka (a consciência dos paiňcakośas ou cinco camadas da existência). Algumas vezes as pessoas confudem as diferentes camadas da sua existência com a consciência unitária. Com o auxílio de paiňcakośa viveka as pessoas conseguem facilmente discernir que a annamaya kośa (o corpo físico), kamamaya kośa(a mente grosseira), manomaya kośa (a mente sutil),atimanas, vijiňánamaya e hiranyamaya kośas([coletivamente denominadas de] mente causal) são camadas separadas, e que a Consciência está acima de todas as cinco kośas (6). Sádhaná espiritual significa a ideação na própria consciência da pessoa, além dessas kośas, e não a ideação em qualquer uma dessas kośas em si mesmas. Através do conhecimento uma pessoa precisa analisar e parar de adorar essas kośas. O movimento em direção à consciência é o verdadeiro espírito da sádhaná. Não é possível seguir o culto espiritual sem cultivar apropriadamente paiňcakośa viveka. Pegue por exemplo o caso de um grande problema na sociedade: o problema de comida e roupas. Comidas e roupas são essenciais para a preservação da existência humana (7), mas elas não são o objetivo da vida. Elas são necessárias para o corpo físico (annamaya kośa), e em alguma medida para as outras kośas também, mas não são tudo. Com elas não é possível alcançar-se satisfação mundana completa. Para alcançar-se a benevolência suprema, a entidade microcósmica que consiste das cinco kośas é uma necessidade, e para isso é preciso comida e roupas. Mas a luta em busca de comida e roupas é apenas um estágio grosseiro da sádhaná, e não o estágio final e absoluto. As pessoas cuja sádhaná inteira é aplicada somente na procura de comida e roupas dificilmente podem ser chamadas de seres humanos; elas são melhor descritas como animais subdesenvolvidos. Mahávákya viveka Mahávákya viveka, o quinto estágio da consciência, é o resultado dos outros quatro. Os primeiros quatro tipos de consciência ajudam um sadhaka a compreender que a Entidade Eterna, Brahma, é Una sem uma segunda, a Consciência personificada, e conhecedora das cinco kośas. Mahávákya vivekaensina aos seres humanos que Ela não pode ser atingida meramente pelo conhecimento. Para liberar a consciência dessas cinco kośas, a ação e a devoção são indispensáveis. Aqueles que pensam que Ela pode ser alcançada somente através do culto do conhecimento estão enganados. Cultivando os primeiros quatro tipos de consciência, uma pessoa de conhecimento pode vir a estabelecer-se emmahávákya viveka. Nesse estágio, ele ou ela compreendem que uma mera busca do conhecimento não podem propiciar paramártha (o meio de alcançar-se a meta suprema). Ele ou ela então entendem que o conhecimento já adquirido não é conhecimento verdadeiro porque leva à vaidade. Se pessoas ignorantes desejarem adquirir mais conhecimento, elas deveriam ser encorajadas a fazê-lo. Mas se os assim-chamados intelectuais (jiňániis), inflados com a vaidade do conhecimento, desejarem obter mais conhecimento, eles deveriam ser aconselhados a primeiro aperfeiçoarem o culto da ação e da devoção, esmagando assim a vaidade deles. Assim, deixe que um jiňánii diga às massas que Brahma somente pode ser alcançado através da auto-entrega, do questionamento apropriado e do serviço altruísta. Pránipátena, pariprashnena, sevayá. Continue servindo as pessoas, e enquanto você está prestando serviço, atribua a qualidade de Brahma àquelas a quem você estiver servindo. Tente fazê-las felizes com toda a doçura do seu coração. Ajude os outros com o verdadeiro espírito de serviço, e não com a intenção de propagar os seus interesses ou do seu grupo, ou de qualquer outro “ismo” ao qual você possa aderir. Pense que a Entidade Suprema veio até você na forma de pessoas necessitadas para testar o seu senso de dever. Esse tipo de serviço altruísta é karma yoga. A sua única motivação no serviço deveria ser a promoção do bem-estar das pessoas sofredoras. Aqueles que servem os pobres para convertê-los de alguma maneira, ou aqueles políticos oportunistas que os servem para conseguirem os seus votos e tornarem-se ministros, não são os verdadeiros benfeitores da sociedade humana, mas mercadores tendenciosos. Junto com o serviço, os aspirantes espirituais também deveriam cultivar pariprashnena (o questionamento apropriado). Quando um aspirante espiritual segue o caminho da espiritualidade, surgem muitas questões, dúvidas e confusões na mente. Pariprashnena significa fazer perguntas às pessoas certas que vão fornecer respostas apropriadas para ajudar a pessoa a resolver qualquer problema que ela possa encontrar no caminho espiritual. Isto permite que a pessoa avance mais rapidamente em direção à meta espiritual. Através do cultivo dos cinco estágios da consciência, todas as questões serão facilmente respondidas. Quem não segue o caminho espiritual, ou quem não desenvolve a consciência quíntupla, permanece constantemente preocupado com os objetivos materiais de desfrute. Juntamente com o serviço altruísta e com o questionamento apropriado, prańipátena, ou entrega completa, também é essencial. Cultive o conhecimento e preste serviço a outros com o melhor da sua capacidade, mas não pense que isto irá bastar; pois o seu pequeno eu ainda continua existindo. Você precisa entregar o seu pequeno eu para o Eu Cósmico: este é o espírito deprańipátena. É por isso que se diz que os cinco tipos de consciência alcançam a sua culminação através de jiňána yoga, karma yoga e bhakti yoga. Então, os cinco tipos de consciência começam comnityánitya viveka e terminam na devoção. A esfera do conhecimento é vasta, mas, mesmo assim, é árida como um deserto. A esfera da ação começa em um ponto em que não há o tempo, mas, ainda assim, ela não pode transcender as barreiras do tempo. A devoção traz abundância, enriquecimento, efulgência e dinamismo. A devoção é o mais valioso tesouro da vida humana, porque ela fornece vitalidade infinita. Bhaktirbhagavato sevá bhaktih premasvarúpińiih, Bhaktirándarúpá ca bhaktih bhaktasya jiivanam.

                    Shrii Shrii Ánandamúrti                 

16 December 1957 DMC, Begusarai,Índia.

                                                                                        * * *

Tradução: Mahesh – Florianópolis; julho - agosto de 2010. Fonte: Edição Eletrônica das Obras de P. R. Sarkar – versão 7; Ananda Marga Ideology and Way of Life in a Nutshell Part 7; Subháśita Saḿgraha Part 6. [1] Denominada em sânscrito como pratisaiňcara, e que sucede-se à primeira fase, extroversiva, ou saiňcara. [2] Não obstante não ser este o ponto que o autor está destacando neste parágrafo, pode-se mencionar que o uso de açúcar refinado é bastante criticado. Entre outros motivos, isto é porque, com o processo de refino do qual resulta, o açúcar refinado fica desprovido dos nutrientes presentes nas formas menos refinadas do produto – como o açúcar mascavo e o próprio melado –, fazendo com que se torne um produto químico altamente concentrado (como 99,5% de sacarose) e de valor basicamente calórico, questionável para a saúde humana. [3] Em outro discurso, o autor diz o seguinte: “Quais são os critérios da relatividade? Sempre que houver svajátiiya, vijátiiya e svagata bheda (diferenças intraespecíficas, interespecíficas e intraestruturais), diremos que a entidade em questão é relativa. No momento em que essas diferenças são removidas, a entidade relativa funde-se no Absoluto.” Depois desse trecho ele passa a explicar resumidamente cada uma das três diferenças citadas. [“Abhedajiṋána and Daeshika Vyavadhána Vilopa”. Ánanda Vacanámrtam Part 33. 1969.] [4] Prakrti designa o princípio operativo pré-existente à criação do universo, que encontra-se latente na Consciência (Puruśa), ou princípio cognitivo, e passa a atuar sobre parte dessa Consciência e a transformá-la através de seus três princípios qualificadores: sutil, mutativo e estático. Prakrti é o nome coletivo para esses três princípios. [5] No discurso, o autor refere-se ao “presente século vinte”. [6] As cinco kośas referem-se às cinco camadas da mente, excluindo aannamaya kośa ou corpo físico. [7] Esta é uma afirmação de caráter geral, pois naturalmente que as roupas não são essenciais em alguns lugares de clima quente, ainda que sejam em outros.   

 

DIALECTIC MATERIALISM AND DEMOCRACY
Explicit X
June 27, 2010 12:37 PM PDT
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Those who want to establish universal equality or social parity by law or bayonet alone shall fail. They will not be able to effect a change of heart without a planned expedient, or to rectify character without any moral or ideal basis. In communism, the spontaneity of natural self-expression gets gagged by force. To remain suppressed like this is against the grain of human characteristics. The suppressed mind will evolve its own way of self-expression; it will have to revolt. (Human Society I, 72) Like any other problem, economic problems have only one solution: genuine love for humanity. It is this love that will direct humanity in what should and should not be done. For this, one need not study volumes of books. It will not be necessary to depend upon those who play with the fortunes of the mute populace. It is only necessary to look upon humanity with honest sympathy. (Human Society I, 78) "The world belongs to the toiling mass." If one accepts this maxim as the last word, it will amount to a denial of valuable intellectual labor. We cannot attach more importance to the problems of one section of society over another. While attending to the problems of the people, we shall first assess their financial and mental needs and then proceed to help them with love and humanistic concern, irrespective of their particular group, occupation or status. (Human Society I, 82) It is but natural that only a few persons can attain opulence. The laborers are in the majority and, having united together, are bent upon annihilating the predominance of the capitalists. This is why we are getting an indication of the impending predominance of the workers. But shall the predominance of the laborers remain as the final order? Will not the progress of the world and the evolution of the Self be hindered if control over the society is left to the workers? People have begun realizing what should be the framework of a blissful society - it is improper for any section of the society to gain predominance over the rest. The predominance of one implies the inevitable exploitation of the others. Therefore a society should be established wherein equal opportunities and equal rights may be offered to each and all. (Su'bha's'ita Sam'graha I, 5) Those who advocate a materialistic philosophy but are not moralists and spiritualists cannot effect such [progressive] changes. Only those who have the Cosmic Goal and Cosmic Ideation as the highest goal of their lives and who are universalists in the true sense of the term can effect such adjustments. Due to their enlarged vision and expanded consciousness, they bestow their love and affection upon one and all. They cannot cause any injustice in a particular age or to a particular person. Hence the Era of the sadvipra is both the prayer and the demand of the suppressed and oppressed humanity. (Abhimata, The Opinion, 136) One must remember, theories are not the liberators of human beings. The liberator is that lofty ability which helps to keep open every small or large vista of sentient existence - that vigorous capability which fuses the hard reality of existence with the ultimate reach of the visionary world. (Human Society I, 77) Public education is one of the fundamental needs for a successful and smooth-running democracy. In some places even people of education misutilize their voting rights. People cast their votes according to the dictates and persuasion of the pseudo-leadership. Is it not a farce in the name of democracy? Hence the spread of education and proper knowledge is essential. Education does not mean literacy alone. To my mind, education means proper and adequate knowledge and power of understanding. In other words, education is perfect knowledge of what I am and what I should do. (Abhimata, The Opinion, 140) Morality is the second fundamental factor for the success of democracy. In the absence of morality, people sell their votes. There are a few countries in the world where votes are being sold and purchased. Can we call this democracy? Is it not a farce? Hence, until fifty-one percent of the population adheres strictly to the principles of morality, there is no chance of a successful democracy. Where immoral persons are in the majority, the leaders will necessarily be from and among them. (Abhimata, The Opinion, 141) THE THOUGHTS OF P.R. SARKAR
THE CALL OF THE UNIVERSAL
Explicit X
March 29, 2010 08:03 AM PDT
As long as you exist, you have to perform service. The moment you stop, you will fall into an abyss. You should not do this! It is your nature to carry yourself from narrowness to vastness, from greatness to divinity. It is against your nature to allow yourself to fall into an abyss. You long for eternal bliss, you endeavour for eternal life, and you are fused with that very unending life in the circulation of your blood and in the rhythmic vibrations of the contractions of your heart. You have been listening day and night to the voice of eternal youth. In the state of Supreme Attainment and Supreme Realization, you will be infused with boundless knowledge. O human being! Be established in the radiance of godliness, in manliness, because yours is a path of a revolution. Yours is not a path of extra caution and hesitant movement. You are travelers on a difficult path. You have to march ahead, with head held high and with your chest forward. You have not a moment to stagger or look behind. (Subha's'ita Sam'graha I, 119) O human beings! You are fortunate. The clarion call of the Universal has reached you. That very call is vibrating in every cell of your body. Will you now lie inert in the corner of your house? Will you now waste your time clutching ancient skeletons to your breast and moaning over them? The Supreme Being is calling you in the roar of the ocean, in the thunder of the clouds, in the speed of the lightning, in the meteor's flaming fires. Nothing will come of remaining idle. Get up and awaken the clouded chivalry of your dormant youth. The path may not be strewn with flowers - an inferiority complex may seek to hold back your every advancing footstep, but even then you have to proceed onward, tearing the shroud of darkness. You will soon rend the thick darkness of despair on the way to the attainment of the Supreme State, and advance onwards in the swift-moving chariot, radiant with the sun's brilliance. (Subha's'ita Sam'graha I, THE THOUGHTS OF P.R. SARKAR O CHAMADO DO UNIVERSAL Enquanto você existir, você tem de prestar serviço. No momento em que você parar, cairá num abismo. Você não deveria fazer isso. É sua natureza levar-se da estreiteza à vastidão, da grandeza à divindade. É contra sua natureza permitir-se cair no abismo. Você anseia por bem-aventurança eterna, você se esforça pela vida eterna, você se infunde com essa mesma infindável vida na circulação do seu sangue e nas vibrações rítmicas das contrações do seu coração. Você tem ouvido dia e noite a voz da juventude eterna. No estado do Alcance Supremo e da Realização Suprema, você será preenchido com o conhecimento ilimitado. Ó ser humano! Estabeleça-se no esplendor da Divindade, da dignidade, porque seu caminho é de revolução. Seu caminho não é o da cautela e do movimento hesitante. Vocês são viajantes de um caminho difícil. Vocês têm de marchar adiante, com cabeça erguida e peito para frente. Vocês não tem um momento sequer para cambalear ou olhar para trás. (Subhásita Sam’graha I) Ó ser humano! Você é afortunado. O chamado do clarim do Universal chegou a você. Este chamado está vibrando em cada célula de seu corpo. Você se deitará inerte num canto de sua casa? Você vai perder seu tempo apertando esqueletos velhos contra seu peito, e lamuriando-se deles? O Ser Supremo está chamando você no bramir do oceano, no trovejar das nuvens, na velocidade do relâmpago, nos flamejantes fogos do meteoro. Nada sucederá ficando-se ocioso. Levante-se e desperte a bravura enevoada de sua juventude adormecida. O caminho pode não ser coberto de flores – um complexo de inferioridade pode tentar refrear todo passo avante, mas, mesmo assim, você deve prosseguir à frente, rasgando a mortalha da escuridão. Logo você dissipará as densas trevas do desespero no caminho para a realização do Estado Supremo, e avançará na carruagem veloz, radiante com o brilho sol. (Subhásita Sam’graha I)OS PENSAMENTOS DE P.R.SARKAR
SPIRITUALITY - THE BASE OF LIFE
Explicit X
March 21, 2010 07:09 PM PDT
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Today you have to create the Great Universe, and the guiding principle behind it will be that all humans are the progeny of the Supreme Progenitor, God. Thus all are His children, all should live together - all will have to live together. Black or white, literate or illiterate, small or tall, all are the children of the same Father and all will have to live together. There will be unity in the physical realm and also in the psychic realms. But to strengthen this unity still further, there should be a common goal for all the children of the Supreme Father - the merger of all in Him. All have come from Him, and therefore all will remain together. But this is not sufficient. All have come from Him, are in Him, and will merge in Him, therefore all people will have to live together. For you, unity is the natural course, and division is unnatural. You well know that the Cosmic Energy will not long tolerate what is unnatural. So it is natural for human beings to live together and to make a Great Universe. By not doing so, by mutual fight, all will be destroyed. This is the law of the universe (Prakrti). Thus you will have to remain united; you must create the Great Universe as soon as possible. There will be peace and happiness in the universe, and with one indivisible ideology, humanity will march ahead. Victory be with you! (Discourse on the Mahabharata) In our present environment there are many divisive tendencies splitting humanity into mutually belligerent groups. Spirituality must foster a natural affinity among people, to unite all humanity. The approach to spirituality should be psychological. Through rational analysis, humanity should appreciate its relationship with God and recognize the most benevolent kindness of that most beloved Entity. Spirituality should lead human beings to that one Cosmic Truth from Whom they have derived their souls and who is their ultimate destiny. That ultimate and absolute ideal is the Cosmic Ideal - an ideal beyond the scope of time, place and person. It is the Absolute, without and beyond relativity. It stands with Its own radiance for all time and for every entity of the cosmos, whether human being or less evolved soul. The Cosmic Ideal alone can be the unifying force which will strengthen humanity to smash its bondages and abolish the narrow domestic walls of divisive tendencies. (Idea and Ideology, 89) Spirituality provides humanity with that subtle and tremendous power with which no other power can be compared. Therefore, with spirituality as the base, a rational philosophy should be evolved to deal with the physical, psychological and socio-philosophical problems of the day. (Idea and Ideology, 91) As people become more generous and broadminded, they rise above the feelings of casteism, tribalism, provincialism and nationalism, which evoke narrowness, violence, hatred and meanness. Those who enter the field of social welfare with feelings of "mine" and "yours" actually create divisions in human society. Those who wish to foster the welfare of living beings as a whole have to embrace universalism as the only alternative. If we look upon everything as our own, the question of "mine" and "yours" will dissolve; in universalism there is no opportunity for violence, hatred or narrowness. (Problem of the Day, 28) THE THOUGHTS OF P.R.SARKAR
POLITICIANS
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March 14, 2010 08:55 AM PDT
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Today there is catastrophe and misery in the human society and there is one reason: defective leadership of society. People blindly follow even the unintelligent leaders. The leaders hypnotise and attract thousands with their tall talks, gestures and other dramatics. You should know that the poverty and misery of people in any country are the sins of the leaders. True leaders should always be vigilant and think how to work best for the human society; they must be ever cautious that under their guidance the people are not led to darkness, death and immorality. (Supreme Expression II, 143) Those who proceed to play "the leader" in attempting to build a benevolent society without having undergone meticulous self-preparation and self-discipline through intuitional practice, will not only bring about their own downfall but will lead the entire humanity to disaster as well. (Human Society I, 76) Those who make attempts to disturb human unity are mainly motivated by group politics. In fact, this malady is even more dangerous than germs. It gradually brings about a complete destruction of the various attributes of the human mind: fine taste, simplicity, spirit of service, etc. In this, the party stamp is more valuable than the individual ability. To politicians the main objective is not social service but the service of the self, not welfare but the ministry. To deceive the mass to exhibit political acrobatics - all these are very common with them. Without trying to mend themselves they want to do everything only through their eloquence. With a thorough understanding of the public they instigate them to quarrel with one another and by self-applause they want to take possession of, or maintain power. People should remain vigilant of them. They want to poke their noses in every aspect of social life - religious life, education, literary spheres, etc. One cannot acquire knowledge and proficiency in different walks of life only by speaking high-sounding words from lecture platforms. By virtue of these high-sounding words they want to remain in oblivion due to the allurement of power. (Problem of the Day, 41) In the end, those political hypocrits will have to depend solely on the strength of arms. In this way it is found that brute force is the only source of strength for such politicians. (Problem of the Day, 44) Many people say that different national interests are the only hurdle in the formation of a world body. In my opinion, this is not the only obstruction, rather, this is just a minor difficulty. The real cause lies in the local leaders' fear of losing their control. Upon the establishment of the world federation, the powerful influence which they enjoy today in different countries will cease to exist. (Problem of the Day, 30) In all walks of present-day life, the dark shadows of immorality are fast taking definite shapes and hampering human progress. It requires a very strong moral force to wipe out this filth of immorality. One cannot expect this moral force from a government power functioning within a democratic structure. We must expect it from the non-political side. The government, be it fascist, imperialist, republican, dictatorial, bureaucratic or democratic, is sure to become tyrannical if there is no moral force to check the capricious activities of the leaders of the party in power. (Great Universe, 251) Social life cannot be elevated merely by speeches delivered from political platforms; political leaders cannot produce sadvipras by their rhetoric. Besides, who are those who deliver lectures from platforms? Are they not the people who sling the mud of political censure on others? Most of them are blind after power. What will they teach others? Mental and spiritual training alone can create sadvipras. Sadvipras are only those who are perfect in morality and aspirants of the Supreme Consciousness. (Problem of the Day, 48) Those who wish to purify society of all defects will have to keep an eye on every human being; social reform can be effected only through the purification of individuals. (Problem of the Day, 48) In this transitional period of civilization, honesty in individual life is a prime necessity. We have to remain ever vigilant that the darkness of petty self-interest does not shroud this supreme human treasure. With the extinction of honesty, civilization will not survive, the long effort (sa'dhana') of the human race will go in vain, and all intellectual achievements will become meaningless. (A'nanda Va'nii, May 1958) Building anything on humanistic lines requires a foundation of real love and affection for humanity. A truly benevolent society will never come into being under the leadership of those energetic busybodies who are solely concerned with profit and loss. Where love is paramount, the question of personal loss or gain does not arise. The basic ingredient for building a healthy society is simply genuine love; how then is it possible to establish such a society through coercion or legal compulsion? (Human Society I, 73) THOUGHTS OF P.R.SARKAR
SADVIPRAS
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February 13, 2010 09:47 AM PST
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Sadvipras are those whose all efforts are directed towards the attainment of Bliss. They are strong in morality and always ready to wage war against immoral activities. Those who strictly adhere to the principles of morality, are ensconced in sacrificing service (Tapah) and are ready to wage war against immoralists are sadvipras. Only those sadvipras are safe from destruction and extinction who can work for the welfare of the human society. Therefore, it becomes the prime duty of everyone to make themselves and others sadvipras. ("The Future of Civilization," Cosmic Society, 1967) Sadvipras will wage a ceaseless, pactless struggle against immorality and all sorts of divisive tendencies. Those who pose to be righteous (dharmic) but are timid with the spirit of fight cannot be called sadvipras. ("The Future of Civilization," Cosmic Society, 1967) The function of the sadvipra shall, therefore, be to see that the dominating or ruling classes do not have any scope for exploitation. The moment one class turns to be exploiters, the life of the majority becomes miserable; a few enjoy at the cost of many whose lot is only to suffer. More than that, in such a stage of society, both the few and the many get degenerated. The few exploiters degenerate themselves due to excess of physical enjoyments, and the many exploited cannot elevate themselves because all their energy is taken up in mundane problems and all their mental waves are always tending to attain psycho-physical parallelism, thus getting day by day cruder. Hence for the physical, mental and spiritual welfare of the administrator and the administered of the society as a whole, it is essential that no one should be given any scope to exploit the rest of society. (Idea and Ideology, 87) Those spiritual revolutionaries who work to achieve such progressive changes for human elevation on a well-thought, pre-planned basis whether in the physical, metaphysical or spiritual sphere, by adhering to the principles of morality, are sadvipras. (Idea and Ideology, 85) For those who lack in physical pabula, minimum requirements will have to be guaranteed; otherwise they will become sinners. If you don't give, you will meet your waterloo. If your neighbor's house is on fire, your house will also catch fire. To issue minimum requirements to everyone, both strong administration and intellectual approach are necessary. Those who will do this will be called sadvipras. In the absence of sadvipras, society cannot survive. ("The Three Causes of Sin") People will recognize sadvipras by their conduct, their devotion to service, their dutifulness and their moral integrity. These sadvipras will declare firmly, "All human beings are of the same caste," "All human beings have equal rights," "All human beings are brothers and sisters." These sadvipras will give a stern warning to the exploiters of the society: "Human exploitation will not be tolerated. No exploitation will be allowed on the pretext of religion." Rallying around the saffron flag, a symbol of sacrifice, they will devote themselves to the service of widely scattered units of the human society and proclaim loudly, "Human beings of the world, unite!" (Problem of the Day, 59) Today I extend my earnest request to all reasonable, virtuous and moral fighters that they form a good, well-disciplined sadvipra society without further delay. These sadvipras shall work for the good of all countries, for the all-round emancipation of all humanity. ("The Three Causes of Sin") The sadvipra is not an inactive witness. S/he is an active participant to see that no person or class exploits the rest. For this, s/he may have to resort even to physical violence, because the sadvipra will have to strike at the source of the power which is tending to become the exploiter. (Idea and Ideology, 88) Those who have a correct philosophy and a correct spiritual practice based on the principles of morality (Yama and Niyama) will be the guiding personalities of the society of tomorrow. It is the duty of the conscious people to snatch away the physical power and intellectual leadership from the hands of political hypocrits. Politicians are of no use to the society because they are engaged in mudslinging and nothing else. If the sadvipras (spiritual moralists) get active mass support, revolution is bound to come. In case a government adopts the ideals of Prout, the rule of sadvipras will prevail. If the same is not adopted by a government, and sanguinary revolution is sure to come and ultimately the power will be made over to the sadvipras. (Problem of the Day, 48) To a sadvipra, the value of human life surpasses all other values. Be it state or scripture, society or religion, the significance of everything lies in developing humanity to the optimum point through knowledge, culture, health and affluence of life. It is for the unfoldment of humanity that civilization has so many impediments, the state presents various forms, theories multiply and the scriptures abound in ordinances and regulations. What does the state stand for, what is the use of these regulations, or what are the marvels of civilization for, if humanity is deprived of manifesting itself, if human beings do not get any chance to build a good physique, to invigorate their intelligence with knowledge and to broaden their heart with love and compassion? Instead of leading humanity to the goal of life, if the state stands in the way then it cannot command loyalty, because humanity is superior to the state. ("Social Value and Cardinal Principle") A sadvipra may not like a person, but if one is honest, the sadvipra will not agitate against him. A sadvipra may like a person, but if he is dishonest, the sadvipra will take suitable measures against him. ("Social Value and Cardinal Principle") Problems will not be solved only by making a useless fuss over them. Only the spirit to fight against all odds can solve the problems confronting humanity. March ahead and wage war against all difficulties, all impediments. Victory is sure to embrace you. Difficulties and encumbrances cannot be more powerful than your capacity to solve them. You are the sons and daughters of the great Cosmic Father. Be sadvipras and make others also sadvipras. ("The Future of Civilization") It is far too easy to talk big about revolution. Such gasconades - such tall talks may easily strike the listeners with wonder and may also draw applause from them, but to bring about a real revolution is not at all easy. The pioneers of a revolution will have to learn discipline, take proper training for the revolution, build their character, be moralists - in a word, they will have to be what I call the sadvipras. (Human Society II, 125) The persons who can dedicate their all to the thought of the great and inspiration of the Supreme are verily the greatest heroes. Such heroes, indeed, are virtuous and they alone are capable of taking human history from darkness to light. (A'nanda Va'nii, January 1965) Sadvipras will have no rest, ever. A time will never come in the life of a sadvipra when he or she will relax in an arm chair and say, "Ah, I have nothing to do today. Let me rest awhile." In this first phase of human history, the sadvipra society has not yet formed itself. In the absence of a sadvipra society the social cycle is moving on its natural round. In every age, the government of the predominant class becomes exploitative, and thereafter comes evolution or revolution. For lack of sadvipras' assistance, the foundation of human society is lacking firmness. Today I extend my earnest request to all reasonable, virtuous and moral fighters that they form a good, well-disciplined sadvipra society without further delay. These sadvipras will work for the good of all countries, for the all-around emancipation of all humanity. The downtrodden humanity of this disgraced world is looking up to the eastern horizon, awaiting the sadvipras' advent with earnest zeal and eagerness. Let the cimmerian darkness of the interlunar night disappear. Let the human being of the new day of the new sunrise wake up in the world. With these good wishes I conclude my discourse. (Human Society II, 132) THE THOUGHTS OF P.R. SARKAR

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